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Longevidade: médico cita 7 hábitos comuns entre pessoas de 100 anos
O cardiologista Fabrício da Silva revelou quais são os hábitos fundamentais para chegar aos 100 anos com autonomia e qualidade de vida
atualizado
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Chegar aos 100 anos deixou de ser uma rara exceção e tem se tornado uma realidade cada vez mais possível. Com os avanços da medicina, melhorias nas condições de vida e maior conscietização sobre prevenção, a longevidade passou a ser encarada não apenas como uma questão genética, mas também de escolhas diárias.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cardiologista Fabrício da Silva, da Amplexus Saúde Especializada, explicou quais hábitos aparecem com mais frequência entre os centenários e como essas escolhas fazem a diferença para quem deseja envelhecer com autonomia e qualidade de vida.
Veja os hábitos mais comuns entre pessoas que chegam aos 100 anos
Quando o assunto é alcançar os 100 anos, Fabrício destaca que alguns comportamentos se repetem entre os centenários. “Entre eles, estão manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, dormir bem, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e cultivar relações sociais saudáveis”, afirma.
O médico ressalta que embora a genética exerça influência, ela está longe de ser o principal fator para uma vida longa.
“A genética tem participação importante, mas estudos mostram que a maior parte da longevidade está relacionada ao estilo de vida e ao ambiente em que a pessoa vive. Mesmo quem tem predisposição para determinadas doenças pode reduzir significativamente os riscos por meio de escolhas saudáveis ao longo da vida”, destaca.
Fabrício também enfatiza que o aumento da expectativa de vida está diretamente relacionado aos avanços da medicina e ao acesso a vacinas, saneamento básico, diagnóstico precoce de doenças e maior conscientização sobre hábitos saudáveis.
“Hoje, não falamos apenas em viver mais, mas em viver melhor. A prevenção tem um papel fundamental nesse cenário, permitindo que as pessoas cheguem à terceira idade com mais autonomia e qualidade de vida”, salienta Fabrício da Silva.

Alimentação e exercícios fazem diferença
Na avaliação do cardiologista, a alimentação dos centenários costuma seguir um padrão baseado em alimentos naturais e minimamente processados.
“Frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas e proteínas de boa qualidade costumam estar presentes. Ao mesmo tempo, é importante reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar em excesso e gorduras trans, que aumentam o risco cardiovascular”, orienta.
A prática regular de exercícios também é apontada como uma das principais estratégias para preservar a saúde durante o envelhecimento.
“A recomendação é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada, ciclismo ou natação. Além disso, é importante incluir exercícios de força para preservar a massa muscular, atividades de equilíbrio para prevenir quedas e exercícios de flexibilidade”, explica.

Saúde mental e cérebro ativo
Para Fabrício da Silva, o controle do estresse é tão importante quanto cuidar do coração.
“O estresse crônico está associado ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão. Por isso, é fundamental investir em momentos de lazer, atividade física, contato com familiares e amigos, práticas de relaxamento e uma rotina adequada de sono”, afirma.
A preservação da saúde cognitiva é outro aspecto que merece atenção. “Manter-se intelectualmente ativo, aprender novas habilidades, ler, estudar e participar de atividades sociais ajuda a proteger a função cerebral”, afirma.
Além disso, controlar fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol elevado, é essencial, já que a saúde do cérebro está intimamente ligada à saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

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