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Mirelle Pinheiro

PCC foi acionado para resolver disputa por mansão no litoral de SP

O conflito envolvia interesses patrimoniais e teve a participação de integrantes do PCC, que atuaram como intermediadores da negociação

21/07/2026 08:39, atualizado 21/07/2026 09:41
Reprodução/redes sociais
PCC foi acionado para resolver disputa por mansão no litoral de SP

Disputa por imóvel de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, acabou sendo levada ao chamado tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação consta na investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que resultou na Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21/7) contra operadores financeiros ligados à facção.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o conflito envolvia interesses patrimoniais e teve a participação de integrantes do PCC, que atuaram como intermediadores da negociação.

De acordo com promotores, um dos episódios investigados teve como beneficiário o empresário Cléber Azevedo dos Santos. Conforme a apuração, o grupo comandado por Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho, interveio na disputa, reforçando a relação entre o empresário e a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa.

As investigações indicam que Léo do Moja era um dos principais clientes da rede de operadores financeiros alvo da Operação Janus. Segundo o Ministério Público, ele utilizava esse grupo para ocultar patrimônio, adquirir bens em nome de terceiros e justificar a circulação de grandes quantias em dinheiro vivo.

Um dos principais elementos que fortaleceram a investigação foi a obtenção de áudios gravados por um participante do próprio tribunal do crime.

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As gravações, algumas com cerca de uma hora de duração, registram discussões entre integrantes da facção sobre regras internas, histórico criminal dos envolvidos, relações de confiança e a forma como conflitos patrimoniais eram solucionados dentro da organização.

A Operação Janus cumpriu mandados de prisão e de busca contra suspeitos de integrar o braço financeiro do PCC. A Justiça também determinou o bloqueio de contas, imóveis, veículos e outros bens, com limite de até R$ 10 milhões por investigado, para desarticular a estrutura de lavagem de dinheiro usada pela organização criminosa.