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Mirelle Pinheiro

MP desarticula banco clandestino que lavava dinheiro para chefes do PCC

A apuração indica que investigado utilizava operadores para adquirir bens sem vincular seu nome às negociações

21/07/2026 06:27, atualizado 21/07/2026 08:30
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta terça-feira (21/7), operação para desarticular rede suspeita de lavar dinheiro para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão contra investigados apontados como responsáveis por ocultar e movimentar recursos da facção por meio de empresas de fachada e operadores financeiros.

A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), tem como foco esquema que, segundo as investigações, oferecia espécie de “banco paralelo” para criminosos.

Os operadores recebiam grandes quantias em dinheiro vivo e devolviam os valores ao sistema financeiro por meio de transferências eletrônicas realizadas por pessoas jurídicas criadas para dar aparência de legalidade aos recursos.

Entre os beneficiários da estrutura, de acordo com o Ministério Público, está Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho, apontado como uma das principais lideranças do PCC em São Paulo.

A investigação indica que ele utilizava os operadores para adquirir bens sem vincular seu nome às negociações e justificar a posse de grandes quantias em espécie.

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Segundo o Gaeco, a estrutura financeira não servia apenas para lavar dinheiro. Ela também era acionada para atender interesses da facção em negociações particulares, incluindo disputa envolvendo imóveis de alto padrão na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

Para enfraquecer o esquema, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas bancárias, empresas e bens ligados aos investigados.