Rollemberg: não haverá mais nomeações na educação este ano

Durante agenda de campanha, governador disse que, para evitar “queima” de orçamento, nomeações ficarão apenas para janeiro de 2019

Ricardo Botelho/Especial para o MetrópolesRicardo Botelho/Especial para o Metrópoles

atualizado 24/09/2018 19:02

Em reunião na manhã desta segunda-feira (24/9) com representantes dos aprovados em concurso público da Secretaria de Educação (SEE), o candidato à reeleição ao Palácio do Buriti, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirmou que, para o ano de 2018, não haverá mais nomeações na área.

“Como há férias coletivas em janeiro, contratar agora seria queimar o orçamento, uma vez que os aprovados ganhariam sem trabalhar”, disse o socialista. “A previsão é de que cerca de 1,4 mil professores, entre específicos e de atividade [1º ao 5º ano], sejam chamados somente no início de 2019”, completou.

Apesar das possíveis convocações, Rollemberg não especificou o número de vagas para os professores específicos (matemática, física, português, filosofia, etc). “Essa quantidade vai depender dos remanejamentos que ocorrem somente em novembro deste ano”, explicou. O candidato afirmou ainda que serão chamados mais de 1 mil orientadores até maio de 2019 e cerca de 1,5 mil monitores até 2021.

De acordo com o buritizável, há orçamento de mais de R$ 600 milhões para recomposição salarial e novas contratações nas áreas básicas, como educação, saúde e segurança. “Como saímos da Lei de Responsabilidade Fiscal, será possível nomear além das vagas abertas por aposentadorias recentes”, explicou o atual governador.

Segundo o capítulo V, alínea C, do artigo 73 da Lei n° 9.504/1997 (Lei das Eleições), seria permitido a Rollemberg nomear aprovados em concursos públicos homologados fora do período eleitoral, isto é, até três meses antes do início da circunscrição do pleito. É o caso dos profissionais admitidos no último concurso da SEE, validado em 2017.

Questionado se as nomeações dos efetivos em 2019 impactariam os possíveis aprovados em concurso para professor temporário – seleção em andamento, com provas previstas para ocorrer no dia 14 de outubro –, o socialista admitiu que o número de convocados poderá ser menor. “É claro que, quando se contrata um volume maior de efetivos, a utilização de temporários é mais baixa. Apesar de serem um contingente importante, eles funcionam como um banco para cobrir férias, licenças médicas”, afirmou.

Equívoco
No encontro, que ocorreu na sede do comitê de Rollemberg, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), compareceram também representantes de aprovados em concurso da Secretaria de Saúde, da Secretaria da Criança e de agentes penitenciários – mas nenhum deles foi ouvido pelo candidato. Segundo a assessoria do socialista, houve um erro na agenda e a reunião desta segunda-feira (24/9) seria voltada somente aos aprovados na área de educação.

Entretanto, na saída, Jeferson Barros, 36 anos, admitido como agente penitenciário, conseguiu mostrar dados a Rollemberg. “Falta nomear apenas 76 agentes, governador. Isso custaria cerca de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos. Esse é o valor de um imóvel do GDF. Não é nada”, cobrou do candidato. Em resposta, o postulante ao Buriti pediu desculpas e afirmou que outras datas seriam marcadas para discutir com aprovados em demais áreas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o sistema penitenciário do DF tem 1,6 mil agentes prisionais. Desse total, 200 profissionais tomaram posse após nomeação, em novembro de 2017, e 124, em maio de 2018. O último edital de concurso foi publicado em 2014, teve sua homologação em novembro de 2017 e vence em dezembro deste ano.

Ricardo Oliveira Alves, 28 anos, aprovado no certame da Secretaria da Criança, aguarda convocação. “Nós já fizemos até o curso de formação. Falta a nomeação de 146 agentes socioeducativos. Com a abertura de duas novas unidades em Brazlândia e Gama, esse contingente deve dobrar e, provavelmente, faltarão agentes aprovados”, disse.

Debate
Ainda nesta segunda (24), Rollemberg participará de debate promovido pelo Metrópoles, a partir das 18h. Além do governador, estarão presentes no evento os candidatos ao Palácio do Buriti Alberto Fraga (DEM), Alexandre Guerra (Novo), Eliana Pedrosa (Pros), Fátima Sousa (PSol), general Paulo Chagas (PRP), Ibaneis Rocha (MDB), Júlio Miragaya (PT) e Rogério Rosso (PSD).

De forma inédita, o site formou uma rede com seis rádios parceiras, além da Metrópoles FM, para levar as propostas dos candidatos ao maior número de eleitores no DF e também na região do Entorno.

O evento será transmitido simultaneamente, ao vivo, pela Metrópoles FM (104,1), Redentor AM (110), Rádio Atividade FM (107,1), Jovem Pan Brasília FM (106,3), Rádio Supra FM (90,9), JK FM (102,7) e JK AM (1410). Dessas, cinco emissoras pesquisadas pela Kantar Ibope Media alcançam juntas, em média, 62 mil pessoas por minuto. Além disso, será possível acompanhar a transmissão do evento em tempo real no próprio portal e nos perfis do Metrópoles no FacebookYouTube e Twitter.

Para definir a participação dos postulantes, o Metrópoles seguiu a orientação da Lei das Eleições, segundo a qual os candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional de, no mínimo, cinco parlamentares devem ser convidados, mas também optou por dar chance para que aspirantes ao Palácio do Buriti com o mesmo (ou maior) percentual de intenção de votos exponham suas propostas.

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