Justiça autoriza bloqueio de R$ 5 milhões em bens de Pedro Turra
Decisão judicial vem após pedido da família de Rodrigo Castanheira, adolescente morto por Turra após agressão em janeiro deste ano
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) autorizou, nessa quinta-feira (28/5), o bloqueio de R$ 5,1 milhões em bens do piloto Pedro Arthur Turra Basso. A medida vem após pedido da família de Rodrigo Castanheira, jovem morto após ser agredido por Turra, em fevereiro deste ano.
A medida determina o bloqueio de bens como ativos financeiros, imóveis e direitos hereditários. O inventário do pai de Turra, já falecido, também foi travado para que a decisão judicial seja assegurada caso o piloto não possua itens que cheguem o valor da causa (5,1 milhões de reais).
A família de Rodrigo Castanheira relembra que, no inicio do processo criminal movido contra Turra, o Ministério Público do DF (MPDFT) pediu indenização de R$ 400 mil aos responsáveis do jovem agredido, mas não solicitou bloqueio de bens.
“Pedro Turra aproveitou essa oportunidade para realizar a venda de dois carros dele que, somados, ultrapassam R$ 1 milhão. Por conta disso, nós pedimos esse bloqueio”, conta o advogado da família de Rodrigo Castanheira, Albert Halex.
Na decisão, a juíza de direito substituta Camille Ferreira, da Vara Cível do Núcleo Bandeirante, reiterou que há “indícios concretos de movimentação patrimonial” por parte de Pedro Turra, “inclusive com transferência de bens de relevante valor após os fatos”.
Segundo o advogado Albert Halex, Turra repassou dois apartamentos para o nome de outras pessoas, mas segue ligado aos imóveis por meio de procuração.
Preso desde janeiro
Pedro Arthur Turra está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda (DF), desde 30 de janeiro de 2026. Na última segunda-feira (25/5), o jovem passou por audiência de instrução sobre a morte de Rodrigo.
Turra chegou ao local sob gritos de “justiça” de amigos e familiares do adolescente, que morreu aos 16 anos após a agressão sofrida em 22 de janeiro.
Na audiência de instrução, o juiz responsável ouve testemunhas de acusação, de defesa e, ao fim, o próprio réu. Encerrada esta fase, caberá ao magistrado decidir se existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o acusado seja submetido a júri popular.
De janeiro até então, ao menos sete pedidos de habeas corpus de Turra foram negados pelo TJDFT e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).





