Pedro Turra chega à audiência sobre morte de Rodrigo sob protesto. Veja vídeo
Amigos e familiares do adolescente que morreu após a agressão sofrida em janeiro estiveram na Vara Criminal em Águas Claras
atualizado
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O ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, chegou à 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras para a audiência de instrução sobre a morte de Rodrigo Castanheira, 16 anos, na manhã desta segunda-feira (25/5).
Turra chegou ao local sob gritos de “justiça” de amigos e familiares do adolescente que morreu após a agressão sofrida em 22 de janeiro. Imagens gravadas por testemunhas e amigos de Turra, que chegaram ao local junto a ele, mostram o ex-piloto desferindo socos diretamente contra a cabeça do adolescente. Rodrigo ficou 16 dias internado em uma UTI até morrer.
A audiência de instrução é considerada uma das fases decisivas do processo. Nesta etapa o juiz responsável ouve testemunhas de acusação, de defesa e, ao fim, o próprio réu. Durante a audiência, o magistrado ainda pode analisar documentos, laudos periciais, vídeos e demais elementos reunidos durante a investigação.
Ao Metrópoles, o advogado da família de Rodrigo Castanheira, Albert Halex, afirmou que a expectativa é de que a audiência traga clareza e sirva para que a “verdade sobre o que aconteceu com o Rodrigo fique ainda mais evidente”.
Já para a defesa de Pedro Turra, o advogado Paulo Suzano, a audiência de instrução está “sujeita ao imponderável”. Segundo Suzano, o curso do processo pode mudar significativamente com pequenos trechos de um singelo depoimento.
Nove testemunhas
O Metrópoles apurou que o pai, a irmã e o advogado de Rodrigo Castanheira serão ouvidos. Além deles, Turra e outras noves testemunhas também participarão da audiência.
O pai do adolescente, Ricardo Castanheira, relatou que espera que a “verdade apareça” com a audiência desta segunda (25/5).
“Esperamos que o Pedro seja condenado e que, possivelmente, o juiz do caso deva marcar para o Tribunal do Júri, mesmo apesar dele ter a prerrogativa de decidir hoje. E que a justiça seja feita. É isso que a gente espera, pede e clama para acontecer”, disse.
Como Pedro Turra responde por homicídio qualificado, o procedimento segue o rito do Tribunal do Júri. Após o encerramento da instrução, caberá ao magistrado decidir se existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o acusado seja submetido a júri popular.
O ex-piloto está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda (DF), desde 30 de janeiro de 2026. Ao menos sete pedidos de habeas corpus de Turra foram negados pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).





