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Justiça do DF nega devolução de celulares de amigos de Pedro Turra. Vídeo

Amigos do ex-piloto tiveram os celulares apreendidos durante as diligências de busca e apreensão dias após a briga em Vicente Pires (DF)

atualizado

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Pedro Turra, piloto que agrediu adolescente, é preso novamente - Metrópoles
1 de 1 Pedro Turra, piloto que agrediu adolescente, é preso novamente - Metrópoles - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) indeferiu os pedidos de restituição dos celulares apreendidos de dois amigos de Pedro Arthur Turra Basso. Ambos estavam juntos do ex-piloto no dia em que Turra agrediu o adolescente Rodrigo Castanheira. Um dos amigos, inclusive, foi o responsável por gravar a briga e justificou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), à época, que não interviu em nenhum momento porque queria gravar o amigo “se defendendo” do adolescente.

 

Os amigos de Turra tiveram os celulares apreendidos durante as diligências de busca e apreensão dias após a briga em Vicente Pires (DF). Além dos dispositivos telefônicos, outros aparelhos, como notebooks e SSD foram aprendidos.

Em virtude da apreensão, as defesas dos amigos de Turra encaminharam um pedido de restituição de bens aprendidos à Justiça do DF. No entanto, os pedidos de ambos foram indeferidos.

Em uma das decisões, o juiz por um dos processos ressaltou que a restituição, neste momento processual, seria prematura. Além disso, destacou que os aparelhos são fundamentais para a “elucidação da dinâmica delitiva”, especialmente no que tange à análise de comunicações e dados armazenados em nuvem, relatório ainda não apresentado pela autoridade policial.

“A necessidade de tratamento técnico especializado justifica a retenção prolongada dos bens para garantir a integridade da prova. Ante o exposto, acolho o parecer ministerial e indefiro, por ora, o pedido de restituição dos bens descritos na petição inicial, sem prejuízo de nova análise após a conclusão das diligências periciais pendentes e a juntada dos respectivos laudos aos autos principais”, justificou na decisão.

Já na outra decisão, o juiz responsável ainda declarou “a perda de objeto do presente pedido de restituição”. 

Solicitação de investigação

A família de Rodrigo já havia solicitado a abertura de um inquérito contra todos os quatro ocupantes do veículo, durante uma coletiva de imprensa feita no dia 27 de fevereiro.

O advogado Albert Halex afirmou aos jornalistas que foram feitos dois pedidos à Justiça para que aqueles que estavam presentes no momento da briga também sejam responsabilizados pelo crime e de que há indícios de que houve premeditação do crime.

“A defesa e a família têm a convicção de que houve premeditação e todos devem ser denunciados. De fato, eles praticam o crime em bando, em várias oportunidades. Em todos os outros casos de agressão de Pedro, essas mesmas pessoas também tiveram participação, então é um modus operandi”, afirmou à época.
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Rodrigo morreu nesse sábado (7/2), após duas semanas na UTI
Amigos, familiares, pessoas públicas e instituições ligadas ao jovem prestaram homenagens
Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos
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Foto: Reprodução/Instagram

Audiência de instrução

Pedro Arthur Turra Basso está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde 30 de janeiro de 2026, após matar o adolescente Rodrigo Castanheira.

Desde então, todos os pedidos de habeas corpus da defesa do ex-piloto da Fórmula Delta foram negados pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A audiência de instrução de Turra foi designada para o dia 25 de maio, às 9h, e será realizada na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. Nesta fase, o juiz colhe as provas orais, ouvindo testemunhas de acusação, de defesa e, por fim, o interrogatório do réu.

Por se tratar de homicídio qualificado, o processo segue o rito do Tribunal do Júri. Encerrada a audiência de instrução, caberá ao magistrado avaliar se há indícios suficientes de autoria e materialidade que justifiquem o envio do réu a julgamento pelo júri popular.

Relembre o caso

  • Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16, se envolveram em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF); o confronto foi gravado por testemunhas (assista acima na reportagem).
  • Inicialmente, a versão apresentada indicava que a confusão teria começado após Turra jogar um chiclete mascado em um amigo da vítima, momento em que Rodrigo teria reagido em defesa do colega.
  • A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar se essa versão foi usada para encobrir a real motivação da agressão.
  • Segundo novos relatos colhidos pela investigação, Rodrigo pode ter sido vítima de uma emboscada motivada por ciúmes.
  • A apuração indica que Pedro Turra teria sido chamado para agredir a vítima a pedido de outro piloto menor de idade, que teria se incomodado ao saber que Rodrigo estava conversando com a ex-namorada dele.
  • Em determinado momento, Pedro Turra desfere um soco que faz Rodrigo bater a cabeça contra a porta de um carro. A vítima aparenta perder as forças e cai, sendo a briga interrompida por pessoas que estavam no local.
  • Rodrigo foi socorrido e permaneceu 16 dias internado em estado gravíssimo na UTI de um hospital em Águas Claras. A morte cerebral foi confirmada no dia 7 de fevereiro.

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