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Pai de adolescente morto por Turra filia-se ao PL e quer ser candidato

Ricardo Castanheira filiou-se ao PL e anunciou pré-candidatura a deputado, defendendo punição efetiva para crimes violentos

atualizado

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Arquivo pessoal
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1 de 1 rodrigo-e-o-pai-ricardo-castanheira - Foto: Arquivo pessoal

O relógio marcava 3 horas da manhã quando o engenheiro Ricardo Castanheira, 52 anos, recebeu a ligação que mudou a vida dele e chocou todo o Distrito Federal. Ele havia acabado de saber que o filho dele, Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morreu. O adolescente não sobreviveu após ser brutalmente agredido pelo ex-piloto Pedro Turra.

Ricardo Castanheira filiou-se ao PL e anunciou pré-candidatura a deputado federal, defendendo a redução da maioridade penal, “punição efetiva para crimes violentos contra adolescentes, fim da fiança em crimes hediondos, agilidade processual e revisão dos benefícios de progressão para esse tipo de crime”.

“Eu não decidi entrar pra política. Fui empurrado. No dia 7 de fevereiro, quando o Rodrigo morreu, a minha vida acabou de um jeito e começou de outro. Sou engenheiro, sou empresário, sou pai. Política nunca tinha sido o meu plano. Mas nesses três meses, eu fui entendendo uma coisa: o que aconteceu com o meu filho não é exceção, é rotina nesse país. E, enquanto isso for normal, isso vai continuar acontecendo”, disse Ricardo Castanheira ao Metrópoles.

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Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente
Ricardo Castanheira, pai de Rodrigo Castanheira, adolescente morto após ser agredido por Pedro Turra
Família de Rodrigo Castanheira pede Justiça
Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos
Amigos, familiares, pessoas públicas e instituições ligadas ao jovem prestaram homenagens
Pai e irmã de Rodrigo Castanheira conversaram com a imprensa nesta sexta-feira (27/2)
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Pai e irmã de Rodrigo Castanheira conversaram com a imprensa nesta sexta-feira (27/2)

João Paulo Nunes/Metrópoles
Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente
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Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente

Material obtido pelo Metrópoles
Ricardo Castanheira, pai de Rodrigo Castanheira, adolescente morto após ser agredido por Pedro Turra
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Ricardo Castanheira, pai de Rodrigo Castanheira, adolescente morto após ser agredido por Pedro Turra

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Família de Rodrigo Castanheira pede Justiça
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Família de Rodrigo Castanheira pede Justiça

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Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos
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Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos

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Amigos, familiares, pessoas públicas e instituições ligadas ao jovem prestaram homenagens
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Amigos, familiares, pessoas públicas e instituições ligadas ao jovem prestaram homenagens

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Adolescente completaria 17 anos
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Adolescente completaria 17 anos

Divulgação/Senac-DF

O pai do adolescente espancado por Turra escolheu o PL por afinidade com as pautas do partido, especialmente a da redução da maioridade penal, de autoria do senador e pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O engenheiro se classifica como “conservador nos costumes” que defende a família e acredita “em um Estado menor que respeite o trabalho de quem produz, e em um país onde quem comete crime violento tenha consequência proporcional”.

O processo

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) marcou para o dia 25 de maio a audiência de instrução do processo movido pelo Ministério Público contra Pedro Turra, que está preso preventivamente. Ele foi acusado de homicídio doloso após a morte de Rodrigo Castanheira.

Ricardo Castanheira disse que está respeitando o tempo da Justiça, mas espera punição também para amigos de Turra envolvidos na agressão, que foi filmada.

“O que eu sinto, como pai, é a expectativa de que a investigação avance também sobre todas as pessoas que estavam ali naquela noite. Eu não vou comentar mérito processual, isso não me cabe. Mas eu posso dizer que a gente tá acompanhando cada movimento, com advogados, e que a nossa luta não termina no agressor direto, ela é pra que esse tipo de violência pare de ser tratada como exceção”, afirmou. 

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