Além de Turra, Justiça ouvirá testemunhas e familiares em audiência
A audiência de instrução é considerada uma das fases decisivas do processo; a etapa teve início nesta segunda-feira (25/5), em Águas Claras
atualizado
Compartilhar notícia

Ao menos nove testemunhas e dois familiares de Rodrigo Castanheira, adolescente que morreu após ser agredido por Pedro Turra Arthur Basso, serão ouvidos na audiência de instrução sobre a morte do jovem, nesta segunda-feira (25/5). O ex-piloto chegou ao local sob gritos de “justiça”.
Veja a chegada de Turra à audiência:
A sessão teve início às 9h e está sendo realizada na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras.
O pai do adolescente, Ricardo Castanheira, que participará da audiência, relatou que espera que a “verdade apareça” com a audiência desta segunda (25/5).
“Esperamos que o Pedro seja condenado e que possivelmente o juiz do caso deva marcar para o Tribunal do Júri, mesmo apesar dele ter a prerrogativa de decidir hoje. E que a justiça seja feita. É isso que a gente espera, pede e clama para acontecer”, disse.
A audiência de instrução é considerada uma das fases decisivas do processo. Nesta etapa, o juiz responsável ouve testemunhas de acusação, de defesa e, ao fim, o próprio réu. Durante a audiência, o magistrado ainda pode analisar documentos, laudos periciais, vídeos e demais elementos reunidos durante a investigação.
Ao Metrópoles, o advogado da família de Rodrigo Castanheira, Albert Halex, afirmou que a expectativa é de que a audiência traga clareza e sirva para que a “verdade sobre o que aconteceu com o Rodrigo fique ainda mais evidente”.
Já para a defesa de Pedro Turra, o advogado Paulo Suzano, a audiência de instrução está “sujeita ao imponderável”. Segundo Suzano, o curso do processo pode mudar significativamente com pequenos trechos de um singelo depoimento.
Como Pedro Turra responde por homicídio qualificado, o procedimento segue o rito do Tribunal do Júri. Após o encerramento da instrução, caberá ao magistrado decidir se existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o acusado seja submetido a júri popular.
O ex-piloto está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda (DF), desde 30 de janeiro de 2026. Ao menos sete pedidos de habeas corpus de Turra foram negados pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).





