BRB: Durigan recebe deputados para tratar de próximos passos de acordo
Pool formado por bancos públicos e privados deverá avalizar aporte para que o Fundo Garantidor empreste recursos para o GDF socorrer o BRB
atualizado
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Bancos públicos e privados vão se unir para formar um pool que vai avalizar o empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para o Governo do Distrito Federal (GDF) ter condições de capitalizar o Banco de Brasília (BRB). O objetivo é dar respaldo para que o FGC tenha recursos para socorrer o BRB.
A medida faz parte do acordo judicial que está sendo firmado entre o governo federal, o governo do Distrito Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF), firmado nesta terça-feira (26/5).
A informação é da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), após encontro com o ministro da Fazenda Dario Durigan, na manhã desta quarta-feira (27/5).
“Tem um empréstimo que vai ser feito pelo FGC que será avaliado por um consórcio de bancos, que inclui a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. Não é um aval apenas desses bancos. Vai ser um conjunto de bancos, os maiores do Brasil”, declarou a deputada à imprensa.
Ainda segundo a parlamentar, as condições do empréstimo, como juros e prazo de pagamento, ainda serão discutidas. O pool de bancos deverá analisar essas regras antes da finalização do acordo.
Amanhã haverá uma nova reunião no STF para discutir o assunto. A deputada Erika Kokay afirmou ainda que o GDF deverá apresentar uma contrapartida ao governo federal para receber o aporte.
“O governo do Distrito Federal se comprometeu a fazer um plano de ajuste fiscal. Nós vamos acompanhar esse plano de ajuste fiscal para ver quais são as condições que o GDF vai apresentar. Me parece que há uma discussão que vai se concretizar no dia de amanhã, sobre esse plano de ajuste fiscal”, afirmou Kokay.
A reunião contou com a participação da deputada federal Erika Kokay (PT), do vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Ricardo Vale (PT), dos distritais Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT) e do ex-secretário nacional do Ministério da Justiça Marivaldo Pereira (PT).
Vigilante afirmou que, durante a reunião, o ministro Dario Durigan declarou que o presidente Lula decidiu fazer aporte do governo federal ao banco, mas autorizou a flexibilização das regras de empréstimo.
Em tese, o GDF só poderia pegar R$ 900 milhões, mas a necessidade é de cerca de R$6 bilhões.
Na manhã desta quarta-feira (26/5), durante agenda de posse da nova procuradora do GDF, Diana de Almeida, a governadora Celina Leão (PP) disse a reunião de amanhã será a segunda etapa, para finalizar o acordo.
“A expectativa é positiva. A gente não está dando detalhes sobre o acordo, mas amanhã a gente estará lá finalizando essa conciliação que aconteceu na data de ontem”, afirmou Celina.
O FGC foi procurado e informou que não comenta o caso.
Acordo judicial para salvar o BRB
A governadora do DF, Celina Leão (PP), representantes do Banco Central, da Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, fecharam um acordo para salvar o BRB, na terça-feira (26/5).
A audiência de conciliação foi realizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.
A solução que tem sido trabalhada é uma operação de crédito a ser tomada pelo GDF com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com a fiança do Sindicato de Bancos e com contragarantias a serem prestadas pelo GDF com cotas do Fundo de participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.
A União se comprometeu a concluir essa negociação e flexibilizar os critérios que envolvem o plano fiscal do GDF que limitam a R$ 900 milhões o crédito que o DF pode tomar atualmente. A segunda audiência de conciliação está marcada para esta quinta-feira (28/5).
O GDF protocolou uma ação no STF em que pediu que a nota de capacidade de pagamento atribuída ao GDF deixe de ser exigida em casos de concessão de créditos especificamente voltados ao processo de recuperação financeira do BRB.
Na petição inicial, o GDF afirmou que o BRB “possui valores bilionários de seus correntistas e montantes elevadíssimos de instituições públicas, inclusive dezenas de bilhões de reais em depósitos judiciais”, e voltou a reforçar que o banco exerce função central na dinâmica econômica do DF.
Ainda de acordo com o processo, a nota baixa de capacidade de pagamento atribuída ao GDF “impossibilita o prosseguimento da análise de operação de crédito com garantia da União”.
Assim, o governo local pediu que o STF determine que o governo federal suspenda os efeitos impeditivos da classificação baixa.