
Manoela AlcântaraColunas

Celina diz que acordo com a União “retira o BRB de dificuldade”
A governadora do DF, Celina Leão (PP), afirmou que o acordo fechado com o governo federal “resolve uma parte importante” da crise do BRB
atualizado
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o acordo fechado com a União “retirou o BRB de um momento de dificuldade”. Após reunião realizada nesta terça-feira (26/5) no Supremo Tribunal Federal (STF), o GDF e o governo federal fecharam acordo para operação que deve impedir o Banco de Brasília (BRB) de quebrar diante da grave crise decorrente do escândalo do Banco Master. O GDF pediu empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.
A solução que tem sido trabalhada é uma operação de crédito a ser tomada pelo GDF com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com a fiança do Sindicato de Bancos e com contragarantias a serem prestadas pelo GDF com cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.
A União se comprometeu a concluir essa negociação e flexibilizar os critérios que envolvem o plano fiscal do GDF que hoje limitam a R$ 900 milhões o crédito que o DF pode tomar.
“Esse é um momento de gratidão. Acho que a gente retira o BRB de um momento de dificuldade porque a parte de liquidez nós cumprimos o dever de casa. O BRB fez todo um trabalho, vendendo os ativos. Vendemos R$ 4 bilhões e, agora, resolvemos uma parte muito importante com apoio do governo federal”, disse Celina.
Em relação às investigações sobre o Banco Master, a governadora do DF afirmou que “a ação que está em curso criminal vai punir as pessoas que fizeram todo o mal à população do DF e ao BRB”.
Reunião
O GDF protocolou uma ação no STF na qual pediu que a nota de capacidade de pagamento atribuída ao GDF deixe de ser exigida em casos de concessão de créditos especificamente voltados ao processo de recuperação financeira do BRB.
Na petição inicial, o GDF afirmou que o BRB “possui valores bilionários de seus correntistas e montantes elevadíssimos de instituições públicas, inclusive dezenas de bilhões de reais em depósitos judiciais” e voltou a reforçar que o banco exerce função central na dinâmica econômica do DF. Ainda de acordo com o processo, a nota baixa de capacidade de pagamento atribuída ao GDF “impossibilita o prosseguimento da análise de operação de crédito com garantia da União”.
Assim, o governo local pediu que o STF determine que o governo federal suspenda os efeitos impeditivos da classificação baixa.
A Advocacia-Geral da União (AGU) propôs que a primeira audiência fosse realizada. Um segundo encontro está previsto para quinta-feira (28/5).