GDF pede autorização para empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB
O texto, obtido pelo Metrópoles, atualiza o primeiro projeto de lei, encaminhado na sexta-feira (20/2)

O novo projeto de lei do Governo do Distrito Federal (GDF) enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta terça-feira (24/2), autoriza empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou com outras instituições financeiras, no valor de até R$ 6,6 bilhões para o Banco de Brasília (BRB).
O Executivo local apresentou a proposta com o objetivo de solucionar a crise desencadeada pelos prejuízos nos negócios com o Banco Master.
O texto, obtido pelo Metrópoles, atualiza o primeiro projeto de lei, encaminhado na sexta-feira (20/2). Uma das novidades é exatamente a inclusão do limite do valor do empréstimo que o governo, como acionista controlador, pode pegar para destinar ao BRB.

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Ver todasA proposta também permite aportes patrimoniais do GDF ao BRB e alienação de bens públicos com posterior destinação do produto da venda ao reforço patrimonial do BRB. São listados nove imóveis públicos, em vez dos 12 inicialmente previstos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularSegundo o projeto de lei, o GDF poderá:
- transferir diretamente os bens ao BRB para que este promova sua alienação ou exploração econômica;
- promover a alienação prévia dos bens e aportar ao BRB o produto financeiro obtido;
- estruturar operações combinadas ou sucessivas envolvendo as alternativas anteriores;
- realizar operações de securitização, constituição de fundos de investimento imobiliário ou patrimonial, sociedades de propósito específico ou outras estruturas financeiras destinadas à monetização dos ativos.
Os imóveis que poderão ser utilizados para capitalizar o BRB, se a proposta for aprovada, são:

O GDF decidiu retirar o Parque do Guará e um terreno no Lago Sul da lista dos imóveis que poderão ser utilizados para recompor o capital do banco.
A autorização permite a transferência da propriedade, a conferência como integralização de capital, a constituição de garantias, a cessão de direitos, a permuta, a dação em pagamento, a alienação direta ou mediante procedimento competitivo, bem como a estruturação por meio de veículos societários ou fundos de investimento.
Nessa segunda-feira (23/2), o líder do GDF na CLDF, deputado distrital Hermeto (MDB), disse que o BRB corre o risco de ser federalizado se o projeto não for aprovado.
Hermeto afirmou que os parlamentares “não podem entregar o patrimônio do BRB, de R$ 80 bilhões, ao governo federal”.
“Querem enfraquecer o banco para federalizar e colocar 4,5 mil funcionários na rua”, declarou o líder.













