Mônica Torres reúne convidados na mostra Constelações Contemporâneas
Nessa quinta-feira (9/7), Mônica Freitas reuniu entusiastas da arte para uma visita guiada pela exposição Constelações Contemporâneas

Na noite dessa quinta-feira (9/7), Mônica Freitas celebrou a potência artística do Distrito Federal em uma visita guiada à mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz até o dia 17 de julho no foyer Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. Dona do perfil Amo Tudo Isso no Instagram, a influenciadora convidou os membros do seu grupo de dicas para apreciarem as obras de 41 artistas que produzem na capital federal.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Mônica revelou que já tinha visitado a mostra e que quis compartilhar a experiência com mais pessoas. “Eu adoro dividir coisas. Tenho um grupo de dicas com 600 pessoas, posto muito na internet e adoro contar tudo que eu amo. O desejo nasceu disso, uma vez que a arte faz parte da minha vida inteira”, comentou.
Segundo ela, a paixão pelo belo foi incentivada pela mãe, Emília Freitas. “A minha mãe sempre teve uma veia artística. Nasci no Rio de Janeiro e vim para Brasília com um ano e meio. Eu digo que cresci em uma cidade que respira arte. É impossível você não absorver e admirar”, destacou.

Mônica Freitas reúne grupo em visita guiada
O convite de Mônica teve alta adesão. Em pouco tempo, o foyer recebeu cerca de 80 convidados ansiosos para conhecer de perto as criações de artistas do Distrito Federal.
Ao adentrarem o universo criativo, os presentes tiveram uma grata surpresa: oito dos artistas marcaram presença para contar um pouco de sua trajetória e suas formas de expressão.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre eles Patrícia Monteiro, a Pam; Paula Calderón; Daniel Toys; Marina Fontana; Daniel Jacaré; Rogério Roseo; Maria Porto e Victoria Serednicki.

A curadora da exposição, Mônica Tachotte, abriu a noite explicando o conceito por trás da mostra. “Quando recebi a ligação para fazer a curadoria, a ideia sempre foi trazer e celebrar os artistas que produzem em Brasília. Fizemos um mapeamento e vimos que, às vezes, as produções ficam nichadas, cada um brilhando em seu lugar. A partir daí surgiu o conceito da exposição — e nada melhor do que ter algumas dessas estrelas para explicar um pouquinho das obras”, contou.

A primeira a tomar a palavra foi a Pam. Formada em direito, ela descobriu a pintura em 2017. “Tive contato com a tinta e a tela e aquilo foi uma experiência que me mostrou o que queria. Pintava no chão da minha sala e fui aprimorando meus conhecimentos”, relembrou.
Neta de uma aquarelista e de um poeta, ela carrega as referências da família no DNA criativo. O Cerrado é presença constante em suas telas e ela faz questão de deixar o espectador livre para construir sua própria percepção. “Não sigo um roteiro. Por vezes, mudo minha percepção do que é a obra ao longo do tempo”, pontuou.
Território, paisagem e ancestralidade
Seguindo para o núcleo Território, Paisagem e Ancestralidade, Paula Calderón contou ao público que a série Construção, apresentada na exposição, é uma homenagem às mãos que ergueram Brasília.
O projeto nasceu das cartas que o avô escreveu durante a edificação da cidade — relatos do dia a dia que a deixavam curiosa sobre as vidas por trás do plano de Juscelino Kubitschek.

“Lembramos das pessoas que estavam por trás do planejamento e quase não vê sobre essas mãos dos trabalhadores que estavam aqui. Essa é a linha central”, afirmou.
Com olhares atentos, os convidados foram convidados a pensar sobre os sonhos diante das obras de Daniel Toys, um dos nomes mais conhecidos da arte urbana de Brasília. O artista revelou que grande parte de suas obras reflete uma memória afetiva, sobretudo das viagens da família de Brasília para o sertão nordestino.
“O spray me deu voz e está presente em cada obra exposta aqui. Um elemento que também dá para observar são as escadas, que trazem a ideia da vida, com subidas e descidas. É uma bagunça organizada de sonhos, afetos, desejos e até o silenciamento”, compartilhou.

Na sequência, Marina Fontana, arquiteta de formação, trouxe o público para entender os caminhos que a levaram à pintura. “O desenho e a pintura estiveram comigo desde a infância. Tenho como referência a minha avó materna, que também era pintora. Nós temos o mesmo nome, Marina”, detalhou.
Ela produziu obras especialmente para a mostra. “Queria passar uma leveza e uma fluidez, que as pessoas encontrassem essa conexão com a natureza”, contou.

Entre o Projeto e o Vivido
No núcleo Entre o Projeto e o Vivido, Daniel Jacaré impressionou ao explicar suas obras feitas com giz, que retratam o Plano Piloto por meio de pontos luminosos, cores e movimento.
“É uma série que foge da representação dos meus cadernos em preto e branco. Foi uma tentativa de expandir o que eu queria mostrar. Dois dos quadros aqui são representações do cotidiano. Não são cartões-postais, mas são lugares de lembranças e memórias”, disse.

Memórias em Trânsito
A exposição se distribui pelos dois andares do foyer do Teatro Nacional. No segundo piso, Rogério Roseo apresentou os trabalhos de sua exposição individual Padrões Vibratórios, que retrata as relações humanas.
“Eu trato de coisas que são comuns a todos nós. Em uma visita guiada, sinto que temos mais perguntas do que respostas. Nas minhas obras, exploro muito a dualidade e os opostos convivendo no mesmo plano”, destacou.

Mestre em artes visuais, Maria Porto traz em suas pinturas o valor das memórias, porém, sem o caráter nostálgico. “Quando a gente visita uma memória, a gente a modifica, acrescenta e tira detalhes. A memória é viva”, explicou.
Suas pinturas, parte da série Contínua, habitam um lugar de afetividade e lacunas, de algo melancólico que ainda pulsa.
“A pelúcia que compõe as obras obriga o espectador a se mover para contemplá-las, mudando de ângulo para compreender a totalidade da imagem”, refletiu.

Por fim, Victoria Serednicki fechou a noite falando sobre natureza como metáfora. A artista contou que cresceu no meio do mato e nunca quis fugir disso.
“A vida está falando com a gente o tempo todo. A minha conexão com a natureza é entender, através da minha experiência, como evoluir. Uma curiosidade que leva a um movimento. A dúvida que faz a gente sair do lugar”, refletiu.

Veja os highlights da visita guiada à exposição Constelações Contemporâneas:
Confira quem esteve presente, pelas lentes de Nina Quintana:
































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