Conheça Monica Tachotte, curadora da nova mostra do Metrópoles Arte

A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília acontece em maio, no Teatro Nacional, com curadoria de Monica Tachotte

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Monica Tachotte, curadora da mostra Constelações Contemporâneas
1 de 1 Monica Tachotte, curadora da mostra Constelações Contemporâneas - Foto: Material cedido ao Metrópoles

À frente da curadoria da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Distrito Federal, Monica Tachotte propõe um olhar que vai além da simples reunião de obras. A exposição, que ocorre de maio a junho no Teatro Nacional Claudio Santoro, em uma nova produção do Metrópoles Arte, surge como um exercício de leitura sobre a cidade, suas camadas e transformações ao longo do tempo. Ao todo, cerca de 40 artistas terão suas criações exibidas na empreitada. 

Com trajetória consolidada como art advisor, Monica constrói sua atuação a partir da articulação entre artistas, obras e contextos, sempre guiada por uma perspectiva estratégica e sensível ao presente. Em seu percurso, temas como território, memória, identidade e as mudanças da paisagem contemporânea aparecem de forma recorrente — especialmente quando o foco é o cenário brasileiro e, em particular, Brasília.

Monica Tachotte é a curadora da mostra Constelações Contemporâneas

Foi justamente a possibilidade de contribuir com o fortalecimento da cena cultural da capital que a motivou a assumir a curadoria da mostra. 

“O convite partiu de um movimento do Metrópoles de ampliar sua atuação no campo cultural em Brasília e fomentar as artes visuais, o que considero extremamente relevante para o fortalecimento da cena local”, detalha.

Para Monica, o projeto representa uma oportunidade de dar visibilidade à produção artística local e, ao mesmo tempo, propor uma reflexão mais ampla sobre a cidade.

O ponto de partida conceitual da exposição foi repensar Brasília para além de sua imagem modernista. “O que me motivou foi justamente a possibilidade de contribuir com esse momento, criando um projeto que não apenas reunisse artistas, mas que também refletisse a complexidade e a potência da produção contemporânea da cidade”, aponta a profissional. 

Na curadoria, a capital é apresentada como um território vivo, atravessado por experiências diversas, memórias e múltiplas temporalidades. A ideia de “constelações” surge justamente dessa tentativa de conectar diferentes trajetórias artísticas, criando relações que ampliam as possibilidades de leitura das obras.

Ela trabalha na área artística há mais de 15 anos

A curadoria assume um papel de mediação.

Longe de uma posição de autoridade, Monica defende uma prática baseada na articulação e no diálogo, especialmente em exposições coletivas, em que múltiplas linguagens coexistem. “A curadoria hoje passa menos por impor uma visão e mais por criar conexões entre artistas, obras e públicos distintos”, aponta.

A mostra, portanto, se estrutura como um campo de encontros: entre diferentes expressões artísticas, entre passado e presente, e entre a cidade e seus habitantes. Ao reunir artistas que dialogam com essas diversas camadas, Constelações Contemporâneas busca não apenas refletir a potência da produção contemporânea de Brasília, mas também ampliar seu alcance e relevância no cenário cultural.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo entre dezembro de 2025 e março de 2026.

Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF.

Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De maio a julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita 

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