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Apuração pelo Brasil

Claudia Meireles

Mostra Constelações Contemporâneas recebe convidados do projeto Arte+

À frente da platarforma Arte +, Lara Calaça e Tati Valença realizaram uma visita guiada à mostra Constelações Contemporâneas

09/06/2026 20:00, atualizado 10/06/2026 11:03
Nina Quintana/Metrópoles
Mostra Constelações Contemporâneas recebe convidados do projeto Arte+

Nessa segunda-feira (8/6), a Arte+, idealizada pela arquiteta Lara Calaça e pela empresária Tatiana Valença, promoveu uma visita guiada à exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz até 17 de julho no foyer Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro.

A convite da plataforma, o grupo de entusiastas conheceu a mostra ao lado da curadora Monica Tachotte e de cinco dos 40 artistas que integram a exibição: Antonio Obá, Paula Calderón, Rogerio Roseo, Virgílio Neto e Victoria Serednicki.

Idealizada pelo Metrópoles Arte, a exposição celebra a potência artística do Distrito Federal — proposta que dialoga diretamente com os valores da Arte+, plataforma nascida em Brasília com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e aproximar arte, arquitetura e pessoas.

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Convidados da visita mediada na exposição Constelações Contemporâneas

“Essa iniciativa tem uma extrema importância para a capital federal. Primeiro, porque destaca a produção dos artistas de Brasília. Segundo, porque é um movimento que amplia o repertório e celebra a cultura”, afirmou Lara Calaça.

Sócia da plataforma de arte, Tatiana Valença reforçou o valor de trazer a comunidade para vivenciar e enaltecer a produção local. “A gente acaba valorizando artistas de fora e esquece que há artistas maravilhosos aqui em Brasília: desde aqueles que já têm relevância e reconhecimento até os que estão começando, que também são incríveis. Por isso é tão importante e especial poder ter essa experiência e prestigiar o que é nosso”, celebrou.

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Arte + realiza visita guiada à exposição Constelações Contemporâneas — da Cena Artística de Brasília

Com todos os convidados reunidos no foyer da Sala Villa-Lobos, a curadora Monica Tachotte iniciou o tour explicando a origem do título da exposição.

“O convite de fazer uma curadoria mostrando toda a produção das artes aqui em Brasília foi um processo desafiador e muito bacana. A cidade está fervilhando de produção. Durante esse percurso, eu pensei: como é que eu vou mostrar todos esses artistas, sendo que cada um tem uma linguagem diferente, uma produção diferente?”, contou Monica Tachotte.

A resposta veio da ideia de que cada artista é uma estrela dentro de uma constelação. “A gente tem várias estrelas aqui. Cada uma brilhando da sua forma, do seu jeito e em seu lugar. Mas, juntas, formam uma constelação”, completou.

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Victoria Serednicki, Virgílio Neto, Monica Tachotte, Rogerio Roseo, Antonio Obá e Paula Calderón

Quatro eixos interligados

Segundo a curadora, a exposição está dividida em quatro eixos: Entre o Projeto e o Vivido; Território, Paisagem e Ancestralidade; Memórias em Trânsito; e Corpo, Gesto e Experiência.

Sem um ponto de partida obrigatório, Mônica convidou os visitantes a começar pelo eixo Entre o Projeto e o Vivido. “Eu fui em busca de artistas que respiram a cidade de Brasília e toda a sua localidade. O Virgílio Neto faz parte deste módulo”, destacou.

Vírgilio Neto

Ao adentrar o universo criativo de Virgílio, os presentes se depararam com três obras que desafiam hierarquias de importância, escala e ordem.

“Estou exibindo duas pinturas e uma pintura-objeto feita em um biombo. Na época, eu estava pensando bastante sobre Brasília, sobre a natureza e a história do que veio antes dela. Obviamente, não é um retrato realista de Brasília ou do Cerrado como a gente está acostumado”, explicou.

De acordo com ele, os trabalhos podem ser lidos por várias entradas. “Não tem uma narrativa fechada e nem uma mensagem que se vai descobrir. Pelo contrário, é um trabalho que instiga cada pessoa a fazer a sua própria leitura”, completou.

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Virgílio Neto

Paula Calderón

A visita seguiu para o núcleo Território, Paisagem e Ancestralidade. Segundo Monica, os artistas desse eixo exploram a história de Brasília e, sobretudo, a paisagem do território.

Entre eles, a artista Paula Calderón, que trouxe a série A Construção — uma homenagem a história de seu avô Augusto Calderón, pioneiro que participou ativamente da edificação da cidade.

“Foi daí que surgiu o interesse principal de retratar as pessoas que estavam aqui e como era a vida delas. Com muita pesquisa, fui entendendo como se dava essa realidade, porque eu não participei daquele momento, mas queria criar a partir dele”, explicou Paula Calderón.
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Paula Calderón
Lapin fotografia e Jéssica Rodrigues
Obra da série A Construção

Victoria Serednicki

No segundo andar, a exposição se divide em mais dois módulos: um sobre as memórias da cidade e outro com foco em pinturas. Na categoria Memórias em Trânsito, Victoria Serednicki apresentou obras inéditas que retratam a paisagem do Cerrado por meio de metáforas.

“Trouxe trabalhos de 2023, 2024 e um feito entre o final de 2025 e o início de 2026. A minha pesquisa é, no fundo, uma conversa com a natureza.  Ela nos tira dessa posição tão egocêntrica. A gente veio do mesmo lugar e vai para o mesmo lugar”, endossou Victoria Serednicki.
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Victoria Serednicki

Rogerio Rosso

No módulo de pinturas, Rogerio Roseo convidou os presentes a refletir sobre dualidades: claro e escuro, quente e frio, presença e ausência.

“De alguma forma, eu faço com que essas dualidades conversem. Em uma visita guiada, o bate-papo acaba sendo mais reflexivo. Minhas obras têm mais perguntas do que respostas”, pontuou.

O recorte de Rogerio reúne produções de 2020 a 2025. “Nessa série, busquei retratar as relações. Nesse processo, a dualidade se torna mais fluida e eu coloco esses opostos convivendo no mesmo plano”, frisou.

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Rogerio Roseo

Antonio Obá 

Já Antonio Obá surpreendeu os presentes com uma série de desenhos criados durante um período em que precisava desacelerar.

“O desenho é uma linguagem de imagem. Acho que o primeiro contato que eu tive com imagem e com produção de imagem vem por meio da vivência, do presente. Ano passado, eu estive dedicado à produção de material novo e, quando chegava em casa, eu não conseguia dormir. Então, comecei a criar esses desenhos como uma maneira de relaxar”, explicou.

As obras vieram apenas da imaginação do artista, sem referências externas. “Durante todo o processo, eu sentia que ia entrando em um estado mais tranquilo. Em alguns momentos me pegava cochilando e, quando voltava, ainda estava me movendo sobre as reflexões. É possível perceber isso na própria maneira como os corpos são retratados: não são precisos. O traço bifurca, procura outro caminho. Às vezes, uma figura está de costas e ao mesmo tempo de frente”, concluiu Antonio Obá.

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Antonio Obá

Confira quem esteve presente na visita guiada da Arte +, pelo olhar de Nina Quintana:

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Tatiana Valença, Monica Tachotte, Ivana Valença, Cleucy Estevão e Valeska Tonet Camargo
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Carol Janot, Bia Castello Branco, Ana Paula Gontijo, Helen Szervinsk, Soraia Debs e Ana Claudia Loureiro
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Lara Calaça, Monica Tachotte e Tatiana Valença
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Convidados aplaudem Paula Calderón
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Paula Calderón, Cleucy Estevão e Victoria Serednicki
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Antônio e Elizabeth Amorim Veronese
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Visita mediada na exposição Constelações Contemporâneas
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Glaucia Benevides e Ana Valadão
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Rogerio Roseo e Renata Foresti
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Tatiana Valença e Monica Tachotte
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Gegê Albanezi e Marcia Nabut
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Simone Vidigal
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Monica Justen
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Soraia Debs
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Arte+
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Virgílio Neto e João Trevisan
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Letícia Cunha Lima
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João Trevisan observa obra
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Fernando Bueno
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Apresentação de Antonio Obá
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Mais um espaço apresentado na visita

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