Médico vascular aponta fatores de risco e o que ajuda a prevenir a trombose
O médico Herik Oliveira explica que a trombose é uma doença caracterizada pela formação aguda de um trombo ou coágulo no interior dos vasos

Conforme o jornal da Universidade de São Paulo (USP), o Brasil apresenta um preocupante quadro de trombose, descrita como silenciosa e potencialmente fatal. Pelos dados do Ministério da Saúde, mais de 75 mil registros da doença ocorreram no país em 2024. No primeiro semestre do ano seguinte, a condição atingiu mais de 36 mil indivíduos, quase metade do previsto para todo o ano.
Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o cirurgião vascular Herik Oliveira explica que a trombose é uma doença vascular caracterizada pela formação aguda de um trombo ou coágulo no interior dos vasos. “Pode ser tanto nas veias quanto nas artérias, com interrupção do fluxo sanguíneo”, salienta o médico.

Herik pontua que a trombose arterial acomete as artérias e, geralmente, tem início com a aterosclerose, ou seja, a formação de placa de gordura nesses vasos sanguíneos: “A formação de um trombo pode ocasionar a obstrução ou entupimento dessas estruturas.”
Já a condição, que afeta as veias, está dividida em profunda e superficial, prejudicando o interior dos músculos e o sistema venoso localizado no tecido abaixo da pele, respectivamente.
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Fatores de risco da trombose
De acordo com o médico, os fatores de risco associados à trombose venosa são gravidez, pós-parto, obesidade, varizes, uso de anticoncepcional, idade avançada e procedimentos como o uso de cateter. O especialista acrescenta a esse rol a trombofilia, isto é, quadro que aumenta o risco de coágulos sanguíneos.
“Na trombofilia, o indivíduo apresenta uma predisposição aumentada para ter um evento trombótico”, frisa o cirurgião vascular.
A seguir, Herik menciona os fatores de risco relacionados à trombose arterial:
- Idade avançada;
- Tabagismo;
- Diabetes;
- Hipertensão;
- Colesterol e triglicerídeos altos.

Prevenção da doença
Segundo o cirurgião vascular, a trombose desencadeia complicações sérias e graves se não for feito um tratamento adequado. A condição arterial pode avançar com a isquemia, gerando uma necrose tecidual e aumentando o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Agravado, o quadro venoso tende a causar embolia pulmonar e úlceras ou feridas na região do tornozelo.
“A longo prazo, o paciente pode ter o inchaço crônico do membro acometido pela trombose venosa”, acentua o especialista.
A prevenção da trombose venosa é feita por meio da prática de exercícios físicos. O cirurgião vascular aconselha apostar em atividades que fortaleçam os músculos dos pés da panturrilha.
“Sempre que possível também caminhe de cinco a 10 minutos a cada hora. Evite ficar muito tempo sentado ou em pé na mesma posição”, indica.

O médico recomenda fazer movimentos de flexão e extensão dos pés e tornozelos a cada 30 minutos, quando tiver sentado. Ele instrui beber bastante água, fazer o controle do peso e evitar o uso de anticoncepcionais orais à base de estrogênio. “Faça o uso de meia elástica de compressão prescrita por um especialista em angiologia ou cirurgia vascular em situações de cirurgias e viagens longas”, aponta Herik.
No caso da prevenção da trombose arterial, o especialista orienta evitar os fatores de risco, a exemplo de controlar o peso, evitar o hábito de fumar e controlar glicemia, colesterol e triglicerídeos, além de praticar exercícios físicos.
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