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Claudia Meireles

Diabetes aumenta o risco de AVC e infarto; médica explica os motivos

Esta sexta-feira (26/6) é o Dia Nacional do Diabetes. Segundo a médica Rafaela Penalva, a doença eleva o risco de condições cardiovasculares

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Foto colorida de mulher com a mão no peito, tendo um infarto - Metrópoles

Nesta sexta-feira (26/6), é celebrado o Dia Nacional do Diabetes. A data é dedicada à conscientização sobre a doença, que cresceu 135% entre os adultos no Brasil no período de 18 anos. Conforme a Federação Internacional de Diabetes (IDF, sigla em inglês), o país ocupa a sexta posição no ranking mundial de incidência da condição.

Devido à data, a coluna Claudia Meireles conversou com a cardiologista Rafaela Penalva. A médica explica: por que o diabetes aumenta o risco de condições como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca? Segundo a especialista, a doença multiplica de duas a quatro vezes o risco de eventos cardiovasculares.

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A prevalência da diabetes no Brasil é uma das mais elevadas do mundo e a maior da América Latina
Em um AVC, há interrupção de fluxo sanguíneo para uma área do cérebro
A elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular
O principal sinal de infarto é dor intensa, opressiva, no centro do peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula
Mais de 77 mil pessoas morreram em 2024 em decorrência de infarto
O Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes, segundo dados do IBGE
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O Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes, segundo dados do IBGE

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A prevalência da diabetes no Brasil é uma das mais elevadas do mundo e a maior da América Latina
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A prevalência da diabetes no Brasil é uma das mais elevadas do mundo e a maior da América Latina

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Em um AVC, há interrupção de fluxo sanguíneo para uma área do cérebro
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Em um AVC, há interrupção de fluxo sanguíneo para uma área do cérebro

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A elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular
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A elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular

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O principal sinal de infarto é dor intensa, opressiva, no centro do peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula
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O principal sinal de infarto é dor intensa, opressiva, no centro do peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula

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Mais de 77 mil pessoas morreram em 2024 em decorrência de infarto
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Mais de 77 mil pessoas morreram em 2024 em decorrência de infarto

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Diabetes, infarto e AVC

Doutora em ciências pelo programa Medicina, Tecnologia e Intervenção em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), Rafaela lista os mecanismos principais pelos quais o diabetes favorece outras doenças:

A cardiologista defende que mulheres e pessoas com diagnóstico precoce ou longo tempo de doença têm o risco ainda maior quanto a desenvolver condições cardiovasculares.

Foto colorida de mulher sentada no chão e com a mão na cabeça - Metrópoles
Mulheres e pessoas com diagnóstico precoce ou longo tempo de diabetes têm o risco ainda maior quanto a desenvolver condições cardiovasculares

Mais doenças

Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a especialista detalha sobre o diabetes mellitus estar “intrinsecamente” associado a complicações microvasculares (pequenos vasos) e macrovasculares (grandes vasos), além de outras condições. Ela cita as principais:

Ilustração colorida de fígado com gordura - O que o fígado realmente precisa para funcionar de forma saudável - Metrópoles
Além de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, a doença metabólica tem associação com outras condições, como a esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado

Com relação à associação do diabetes com essas doenças, Rafaela Penalva esclarece que a hiperglicemia crônica (glicose alta no sangue) é o principal “vilão”: “Esses processos causam inflamação, disfunção endotelial (revestimento dos vasos), rigidez vascular e dano direto a nervos e órgãos. A resistência à insulina e a dislipidemia (comuns no tipo 2) amplificam o problema.”

Controle do diabetes

Diante do alto índice de diabetes entre a população brasileira, a cardiologista menciona que não controlar a doença a curto prazo pode desencadear quadros de saúde. “A hiperglicemia grave pode levar a cetoacidose diabética (mais no tipo 1), síndrome hiperosmolar (tipo 2), desidratação, confusão, coma ou infecções graves”, sustenta.

Foto colorida de dedo com sangue e dispositivo que mede glicose -Metrópoles
O número de adultos com diabetes no Brasil aumentou nos últimos 18 anos

A longo prazo, quando o diabetes está crônico, a médica pontua que as condições decorrentes são: “Cegueira, insuficiência renal (necessidade de diálise ou transplante). Amputações por pé diabético (úlceras e infecções). Infartos, AVCs recorrentes e insuficiência cardíaca. Dor neuropática crônica, disfunção erétil, maior risco de infecções e redução da qualidade de vida.”

Ao finalizar, a especialista frisa quanto à mortalidade cardiovascular elevada, considerada a principal causa de morte em diabéticos. “O risco aumenta com o tempo de hiperglicemia e HbA1c elevada”, conclui a professora de cardiologia das universidades Santo Amaro e São Caetano do Sul.

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