
Claudia MeirelesColunas

Cardiologista cita medidas da cintura que indicam risco para a saúde
Doutora pela USP e IDPC, a cardiologista Rafaela Penalva lista as medidas da cintura que podem indicar preocupação e sinal de alerta crítico
atualizado
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Mais conhecida como cintura, a circunferência abdominal (CA) é “um dos melhores, mais simples e acessíveis marcadores de obesidade abdominal e, principalmente, de gordura visceral”, que fica acumulada dentro da cavidade abdominal, ao redor de órgãos, conforme explica a cardiologista Rafaela Penalva. A medida da região “revela o risco cardiometabólico de forma mais precisa que o índice de massa corporal (IMC) sozinho.”
Chefe da seção de cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), em São Paulo (SP), a médica destaca que a gordura visceral é metabolicamente ativa e produz substâncias inflamatórias que afetam todo o organismo. “Uma cintura ou circunferência abdominal aumentada indica maior chance de resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e disfunção endotelial”, defende.
Doutora em ciências pelo Programa Medicina, Tecnologia e Intervenção em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e IDPC, a especialista acrescenta sobre esse cenário decorrente da circunferência abdominal aumentada e gordura visceral acelerar o desenvolvimento de doenças do coração e do metabolismo. “Isso ocorre mesmo em pessoas com peso ‘normal’ pelo IMC”, endossa Rafaela.
Em entrevista à coluna, a cardiologista aponta as medidas da cintura que podem indicar preocupação e quais são um risco para a saúde. Com base nas diretrizes brasileiras e internacionais, a professora universitária menciona:
- Preocupação ou risco aumentado: mulheres com 80 a 88 centímetros de circunferência abdominal, e homens de 94 a 102 centímetros. Nesses casos, deve-se monitorar com mais frequência.
- Sinal de alerta crítico e risco muito aumentado: mulheres com cintura maior que 88 centímetros, e homens com mais de 102 centímetros. Essa faixa está associada a síndrome metabólica e alto risco cardiovascular.
Segundo a especialista em doenças coronárias, a medida deve ser feita com a pessoa em pé. Rafaela Penalva ensina um passo a passo de como fazer a aferição corretamente: “A fita métrica precisa ficar na distância entre o rebordo costal inferior (última costela) e a crista ilíaca (osso do quadril), durante expiração normal, sem apertar demais.”

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