
Claudia MeirelesColunas

Médica lista 4 hábitos que ajudam a conter o avanço da pré-diabetes
A endocrinologista Carolina Janovsky explica que a pré-diabetes é um “sinal amarelo” do metabolismo. A médica lista os hábitos prejudiciais
atualizado
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Conforme dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), lançado no início deste ano, o número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 a 2024, passando de 5,5% para 12,9%. Antes de evoluir para a condição, há a pré-diabetes, que é quando a glicose na corrente sanguínea fica acima do normal, mas ainda não atingiu o quadro crônico.
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a endocrinologista Carolina Janovsky destaca que alguns hábitos podem ajudar a conter a evolução da pré-diabetes para a condição crônica. A especialista argumenta sobre os pilares com potencial de evitar a diabetes “serem claros”.
A seguir, a professora da pós-graduação em endocrinologia clínica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UPM/Unifesp) menciona os hábitos a serem adotados para conter a evolução da pré-diabetes:
- Perder 5% a 7% do peso quando há excesso de peso;
- Fazer, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade física moderada;
- Melhorar o padrão alimentar;
- Dormir bem.

Quanto à alimentação, a médica sustenta a tese de não existir uma “dieta mágica” para conter a evolução da pré-diabetes. “As diretrizes aceitam diferentes padrões com evidência, como o estilo mediterrâneo ou planos com menor teor de carboidrato, desde que sejam sustentáveis e baseados em baixo índice de calorias em excesso, mais alimentos de verdade e menos ultraprocessados e refinados“, pontua.
A médica detalha sobre a pré-diabetes ser um “sinal amarelo” do metabolismo. “O corpo já responde pior à insulina, e o açúcar no sangue começa a subir. Hoje, ela é definida por A1C (hemoglobina glicada) entre 5,7% e 6,4%, glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL, ou glicose de duas horas no teste oral de tolerância entre 140 e 199 mg/dL”, frisa.
A endocrinologista ressalta que a pré-diabetes é “quase sempre silencioso”. “A melhor forma de identificar é rastreando. As diretrizes atuais recomendam começar aos 35 anos. Antes disso, vale investigar em quem tem excesso de peso e fatores de risco, como histórico familiar, diabetes gestacional ou ovários policísticos”, orienta Carolina.

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