
Claudia MeirelesColunas

Especialista revela em quanto tempo é possível reverter a pré-diabetes
A endocrinologista Carolina Janovsky explica sobre a pré-diabetes e o período de reversão da condição que envolve o aumento da glicose
atualizado
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o Brasil tem, atualmente, pelo menos 20 milhões de pessoas com diabetes, acometendo mais de 10% da população. Pelos dados do Ministério da Saúde, em torno de 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes desenvolvem o tipo 2 da condição em até 10 anos.
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a endocrinologista Carolina Janovsky explica que a pré-diabetes é quando a glicose no sangue já está acima do normal, mas ainda não chegou à faixa de diabetes. “Na maioria das vezes, o quadro não dá sintomas e só aparece em exames”, cita a especialista.
A médica detalha sobre a pré-diabetes ser um “sinal amarelo” do metabolismo.
“O corpo já responde pior à insulina, e o açúcar no sangue começa a subir. Hoje, ela é definida por A1C (hemoglobina glicada) entre 5,7% e 6,4%, glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL, ou glicose de duas horas no teste oral de tolerância entre 140 e 199 mg/dL”, frisa.
Questionada a respeito de em quanto tempo é possível reverter a pré-diabetes, a especialista endossa não existir um prazo igual para todos os indivíduos: “Como a hemoglobina glicada reflete os últimos dois a três meses e a reavaliação costuma ser feita em três a seis meses, essa é a janela mais realista para começar a ver melhora nos exames.”
“Nos programas estruturados usados nos estudos, a fase mais intensa costuma acontecer nos primeiros seis meses”, aponta a professora da pós-graduação da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Carolina destaca que a pré-diabetes é “quase sempre silenciosa”: “A melhor forma de identificar é rastrear.”

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