Claudia Meireles

Endocrinologista cita consequências dos picos de glicose ao pâncreas

O endocrinologista e metabologista Nemer Finotelo explica as condições que podem ser desencadeadas no pâncreas devido aos picos de glicose

atualizado

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Ilustração colorida de pâncreas em esqueleto humano - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida de pâncreas em esqueleto humano - Metrópoles - Foto: SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images

Os picos de glicose são elevações rápidas de açúcar na corrente sanguínea. Geralmente, decorrem da ingestão de carboidratos de alto índice glicêmico ou de refeições bastante calóricas. Quando ocorre repetidamente, a hiperglicemia tende a favorecer a inflamação, a piora progressiva do metabolismo e interferir no desempenho de determinados órgãos, a exemplo do pâncreas.

De acordo com o endocrinologista e metabologista Nemer Finotelo, de Florianópolis (SC), os picos repetidos de glicose podem levar a uma disfunção progressiva do pâncreas. “Isso acontece principalmente pela sobrecarga na produção de insulina”, salienta. O médico explica que a glândula tenta compensar esse maior trabalho sintetizando mais insulina para controlar o açúcar no sangue.

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O pâncreas tem a função endócrina e exócrina
Episódios de hiperglicemia afetam o funcionamento dos órgãos
O pâncreas também produz as enzimas pancreáticas
O pâncreas é um dos órgãos prejudicados pelos picos de  glicose
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O pâncreas é um dos órgãos prejudicados pelos picos de glicose

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O pâncreas tem a função endócrina e exócrina
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O pâncreas tem a função endócrina e exócrina

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Episódios de hiperglicemia afetam o funcionamento dos órgãos
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Episódios de hiperglicemia afetam o funcionamento dos órgãos

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O pâncreas também produz as enzimas pancreáticas
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O pâncreas também produz as enzimas pancreáticas

sasirin pamai/Getty Images

“Esse cenário favorece um ciclo de hiperinsulinemia, resistência à insulina e falência funcional das células beta [com função endócrina e fundamentais para a regulação da glicemia]”, analisa o especialista em saúde hormonal. Ele frisa que, na prática, o paciente pode “caminhar” de um estado de descontrole metabólico silencioso para pré-diabetes e, posteriormente, diabetes tipo 2.

O endocrinologista detalha que, quanto maior a associação com obesidade visceral, sedentarismo e alimentação inadequada, maior tende a ser o impacto dos picos de glicose no funcionamento do pâncreas, órgão com funções endócrina e exócrina. A glândula também produz os hormônios glucacon e insulina, além das enzimas pancreáticas consideradas primordiais para a digestão.

Segundo o metabologista, o pâncreas pode ter o desempenho comprometido com o passar do tempo em razão da “persistente” compensação de produção de insulina para controlar a glicose na corrente sanguínea. O especialista em emagrecimento aponta que a frequente oscilação glicêmica tende a ser um importante sinal de que o organismo está perdendo a eficiência metabólica.

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Os picos de glicose sobrecarregam o pâncreas, conforme detalha o endocrinologista

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