
Claudia MeirelesColunas

Médico aponta qual é o pior inimigo da saúde do pâncreas
O médico integrativo Wandyk Allison explica o que mais prejudica o pâncreas e como proteger e cuidar melhor do órgão
atualizado
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Com a função de auxiliar a digestão e produzir hormônios, o pâncreas também oferece suporte ao coração, fígado e aos rins. Por desempenhar papéis tão essenciais para o metabolismo, é importante se atentar à saúde da glândula localizada na parte posterior do abdômen. De acordo com o médico Wandyk Allison, o consumo de determinada bebida tende a ser perigosa para o órgão.
Pós-graduado em endocrinologia e nutrição clínica, o especialista salienta que o pior alimento para o pâncreas é o álcool, especialmente quando ingerido em excesso. Ele aponta que a bebida alcoólica é classificada como um dos “principais gatilhos para pancreatite aguda e crônica”, além de estar diretamente associada a processos inflamatórios e degenerativos do órgão.
O médico integrativo ressalta: “O álcool sobrecarrega a função pancreática e favorece a ativação precoce de enzimas digestivas dentro do próprio pâncreas, levando à autolesão do tecido“. Ele menciona o fato de o composto químico conter “moléculas tóxicas”, a exemplo de acetaldeído e radicais livres. “Esses ativos causam estresse oxidativo, morte celular e inflamação pancreática”, frisa.
Wandyk complementa que outros alimentos também constam no rol de perigosos para a saúde do órgão, como opções ultraprocessadas ricas em açúcares simples e gorduras trans. Segundo o especialista, o consumo tende a prejudicar fortemente o pâncreas. “Aumentam a resistência insulínica e forçam a produção constante de insulina”, garante.

Enquanto as bebidas alcoólicas trazem na composição moléculas tóxicas, fontes com alto teor de açúcares refinados propiciam picos de glicemia. “Exigem a secreção exagerada de insulina pelas células beta pancreáticas, o que gera sobrecarga crônica”, explica o médico integrativo. Alguns exemplos desse tipo de alimento são refrigerantes e doces.
Com relação às gorduras trans presentes em salgadinhos, frituras industriais e biscoitos recheados, Wandyk esclarece que favorecem a resistência insulínica, inflamação sistêmica e maior depósito de gordura visceral. “Isso impacta diretamente o pâncreas. O álcool é o maior inimigo do órgão, mas uma dieta baseada em açúcares refinados e gorduras trans também é muito prejudicial”, conclui.

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