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Gastroenterologista cita 5 hábitos para evitar e proteger o intestino
O gastroenterologista e endoscopista Sérgio Barrichello aponta os principais hábitos que prejudicam o desempenho do intestino
atualizado
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O número de casos tanto de câncer colorretal quanto de doenças inflamatórias intestinais (DII) aumentou significativamente no Brasil. Algumas condições têm relação com a genética, mas também estão associadas, de forma expressiva, a fatores ligados ao estilo de vida. Em um artigo, o Ministério da Saúde destacou que prevenir doenças que afetam o funcionamento do intestino envolve adotar hábitos saudáveis.
A coluna Claudia Meireles entrevistou o gastroenterologista Sérgio Barrichello sobre hábitos que devem ser abandonados a fim de favorecer a saúde do intestino.
De acordo com o endoscopista e cirurgião bariátrico do Hospital Albert Sabin, de São Paulo (HAS-SP), “alguns comportamentos cotidianos estão diretamente associados ao desequilíbrio da microbiota intestinal e a alterações nos movimentos do órgão.”
Abaixo, o médico lista os principais hábitos que prejudicam o desempenho do intestino e explica por que deveriam ser evitados:
1. Dieta rica em ultraprocessados
O gastroenterologista ressalta que alimentos com alto teor de açúcares refinados, gorduras industriais, emulsificantes e aditivos alimentares tendem a reduzir a “diversidade da microbiota” e favorecer processos inflamatórios no intestino.
2. Baixa ingestão de fibras
Barrichello pontua sobre as fibras “exercerem papel central na fisiologia intestinal” por servirem de “alimento” para as bactérias do intestino e por aumentarem o volume do bolo fecal. Ele avisa que o consumo do macronutriente requer a ingestão adequada de água.

3. Sedentarismo
Conforme o endoscopista, a atividade física regular contribui para a motilidade gastrointestinal e melhora o trânsito no órgão.
4. Uso indiscriminado de antibióticos
O cirurgião bariátrico esclarece que antibióticos tendem a provocar “alterações significativas” na microbiota intestinal. “Isso desencadeia a diminuição da diversidade bacteriana no intestino e o aumento do risco de disbiose”, frisa o especialista.
5. Privação de sono e estresse crônico
O médico salienta a respeito do eixo intestino-cérebro ter papel fundamental na função digestiva. “Alterações do sono e estresse persistente interferem na motilidade do intestino e na composição da microbiota”, conclui Sérgio Barrichello.

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