Gastroenterologista explica os sintomas da infecção por H. pylori

Bactéria comum que vive no estômago pode passar despercebida, mas também provocar gastrite, úlceras e outros problemas digestivos

atualizado

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Ilustração de bactéria H. pylori no interior do estômago - Metrópoles
1 de 1 Ilustração de bactéria H. pylori no interior do estômago - Metrópoles - Foto: NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images

A Helicobacter pylori, conhecida como H. pylori, é uma bactéria que pode infectar o estômago humano e provocar diferentes problemas no sistema digestivo. Bastante comum no mundo todo, estima-se que ela esteja presente em cerca de 60% da população global.

Mesmo vivendo em um ambiente altamente ácido, a bactéria consegue sobreviver no revestimento do estômago. Em muitos casos, a infecção não provoca sintomas e a pessoa pode conviver com o microrganismo por anos sem perceber. Porém, quando surgem, os sinais podem causar desconforto e se confundir com outros problemas digestivos.

Sintomas da infecção por H. pylori

Segundo especialistas, a infecção pela bactéria pode provocar inflamação no estômago, conhecida como gastrite, além de favorecer o desenvolvimento de úlceras pépticas. Em casos mais raros, também pode estar associada ao câncer gástrico.

A gastroenterologista Daniela Carvalho, da clínica Gastrocentro, em Brasília, explica que os sintomas costumam ser inespecíficos e, por isso, podem ser confundidos com outras condições.

“Os sintomas mais comuns são dor no estômago, náuseas, perda de apetite e empachamento após as refeições, que é aquela sensação de digestão difícil”, afirma.

De acordo com a médica, esses sinais também aparecem em problemas como refluxo gastroesofágico, intolerâncias alimentares e úlceras, o que pode dificultar a identificação da infecção sem avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

Quando há suspeita de infecção por H. pylori, o diagnóstico pode ser realizado por diferentes exames, escolhidos de acordo com o quadro clínico do paciente.

Entre os métodos mais utilizados estão a endoscopia digestiva com teste específico para detectar a bactéria, exames de sangue, testes respiratórios e exames de fezes. “O médico avalia qual exame é mais indicado em cada situação”, explica Daniela.

Tratamento e prevenção

O tratamento da infecção costuma envolver uma combinação de antibióticos e medicamentos para reduzir a acidez do estômago.

Em geral, a terapia dura entre 10 e 14 dias. A melhora dos sintomas pode aparecer já na primeira semana, embora o alívio completo possa levar algumas semanas.

Como a bactéria pode ser transmitida por contato com saliva, fezes ou alimentos contaminados, medidas simples de higiene ajudam a reduzir o risco de infecção.

Lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro, higienizar bem os alimentos e evitar compartilhar talheres ou utensílios são algumas das recomendações para prevenção.

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