Claudia Meireles

Endocrinologista cita hábitos comuns que sabotam o controle da glicose

Especialista em endocrinologia e metabologia, Jacy Alves explica os riscos de manter esses hábitos e como prejudicam o controle da glicose

atualizado

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Foto colorida de mulher com equipamento de medição de glicose - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher com equipamento de medição de glicose - Metrópoles - Foto: Halfpoint Images/Getty Images

Conforme o Atlas do Diabetes, assinado pela Federação Internacional do Diabetes (IDF), a prevalência da doença no Brasil é uma das mais elevadas do mundo e a maior da América Latina. Pelas estimativas, mais de 16,6 milhões de adultos têm a condição, mas a soma pode chegar a 20 milhões, colocando a nação na sexta posição global em número de casos absolutos. Controlar e evitar o quadro — que requer regular a glicose (nível de açúcar no sangue) — exige atenção não só ao consumo de doces, segundo explica a médica Jacy Alves.

Mestra em medicina interna, a endocrinologista e metabologista ressalta que “hábitos aparentemente inofensivos” podem boicotar os esforços do controle glicêmico e, assim, desencadear picos de glicose indesejados. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista desvenda os vilões ocultos e armadilhas diárias, além de ensinar estratégias inteligentes para virar o jogo.

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A glicose é um tipo de açúcar simples que circula no corpo e oferece energia para as células
O Brasil é um dos países com alta prevalência de diabetes
A alimentação impacta no nível de glicose, que é um tipo de açúcar que circula pelo sangue
Alguns hábitos prejudicam o controle glicêmico
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Alguns hábitos prejudicam o controle glicêmico

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A glicose é um tipo de açúcar simples que circula no corpo e oferece energia para as células
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A glicose é um tipo de açúcar simples que circula no corpo e oferece energia para as células

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O Brasil é um dos países com alta prevalência de diabetes
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O Brasil é um dos países com alta prevalência de diabetes

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A alimentação impacta no nível de glicose, que é um tipo de açúcar que circula pelo sangue
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A alimentação impacta no nível de glicose, que é um tipo de açúcar que circula pelo sangue

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1. Pular o café da manhã

Jacy argumenta ser um “risco” ficar em jejum por longos períodos por forçar o fígado a liberar a própria reserva de glicose para dar energia ao corpo. A endocrinologista esclarece o que ocorre quando um indivíduo não consome algum alimento por um tempo prolongado: “Você pode acordar com a glicemia já elevada e, ao comer, ter um pico ainda maior”.

Com certificação em medicina do estilo de vida, a metabologista orienta começar o dia com uma refeição que una proteínas e gorduras boas, a exemplo de ovos com abacate ou iogurte natural com castanhas. Depois, ela aconselha consumir um carboidrato de boa qualidade, como granola sem açúcar, aveia e pão integral. “Essa combinação retarda a absorção dos carboidratos e garante saciedade por mais tempo”, defende.

Foto colorida de mulher sentada e comendo - Metrópoles
Não comer no café da manhã é um equívoco por favorece a ocorrência de picos de glicose

2. “Confiar cegamente nos produtos diet”

De acordo com a especialista, muitos produtos “zero açúcar” são, na verdade, ricos em farinhas refinadas e outros carboidratos que se convertem em glicose rapidamente no sangue. “A ausência de açúcar no rótulo não significa que o alimento seja livre de impacto glicêmico”, reitera a médica.

A recomendação de Jacy Alves envolve ler o rótulo por completo, com foco na tabela de carboidratos totais, e não apenas na linha do açúcar. “Sempre que possível, prefira ‘comida de verdade’ em vez de alimentos ultraprocessados“, instrui a mestra em medicina interna.

Foto colorida de mulher perto de freezer de iogurtes em supermercado - Metrópoles
Alimentos diet costumam ser ricos em farinhas refinadas e outros tipos de carboidratos, segundo a médica

3. Comer frutas sozinhas como lanche

A endocrinologista argumenta que as frutas são saudáveis, mas a frutose (açúcar natural desses alimentos) pode ser absorvida de forma muito rápida quando consumida isoladamente, o que resulta em pico de glicose.

Quanto à “estratégia inteligente”, a médica indica combinar uma fruta com uma fonte de fibra, proteína ou gordura. “Uma maçã com um punhado de nozes, uma banana com pasta de amendoim ou morangos com iogurte são exemplos de combinações que estabilizam a absorção de açúcar”, afirma.

Foto colorida de mulher segurando tigela com frutas e colocando um garfo com frutas na boca - Metrópoles
A metabologista sugere combinar o consumo de frutas com fontes de proteínas ou gorduras boas para evitar picos de glicose

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