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Médica aponta 2 pilares que ajudam a conter o avanço da pré-diabetes
Membro do SBEM, a endocrinologista Carolina Janovsky ressalta que a pré-diabetes é quando a glicose no sangue está acima do normal
atualizado
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Segundo o Atlas Global do Diabetes 2025, publicado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, sigla em inglês), o Brasil ocupa a sexta posição mundial em número de casos, com 16,6 milhões de pessoas vivendo com a doença crônica. No levantamento, verificou-se que 11% dos adultos brasileiros apresentam pré-diabetes.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a endocrinologista Carolina Janovsky explica que a pré-diabetes é quando a glicose no sangue está acima do normal, mas ainda não chegou à faixa de condição crônica. “Na maioria das vezes, esse quadro não dá sintomas e só aparece em exames”, atesta a médica.
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), a especialista esclarece que a pré-diabetes é um “sinal amarelo do metabolismo”. “O corpo responde pior à insulina, e o açúcar no sangue começa a subir”, detalha. Ela aponta que tanto a alimentação quanto a prática de atividade física fazem “muita diferença” nesse quadro.
“Em linguagem simples: perder peso reduz a resistência à insulina, e o exercício faz o músculo ‘puxar’ melhor a glicose do sangue, aliviando o trabalho do pâncreas”, especifica a professora de pós-graduação em endocrinologia clínica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

Ao acrescentar sobre a alimentação e a atividade física, Carolina cita resultados obtidos em um estudo clássico do Programa de Prevenção de Diabetes (DPP, sigla em inglês). “Uma intervenção com meta de pelo menos 7% de perda de peso e 150 minutos por semana de atividade física reduz em 58% a incidência de diabetes em cerca de três anos”, menciona.
Segundo a endocrinologista, fazer 150 minutos de atividade física semanalmente diminui o risco de 44% da condição, mesmo sem atingir a meta de peso. A médica enfatiza que, para a maioria das pessoas, o primeiro tratamento para a pré-diabetes é investir em mudanças no estilo de vida, e não remédios.

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