Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Claudia Meireles

Gastroenterologista explica se infecção pela H. pylori tem cura

A gastroenterologista Maria Júlia Colossi esclarece sobre o tratamento da H. pylori, bactéria que causa inflamação continuada

Silver Place/Getty Images
Ilustração colorida de estômago com H. pylori - Metrópoles

De acordo com um artigo da revista da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), o Brasil tem elevada prevalência da bactéria Helicobacter pylori, também conhecida como H. pylori. Conforme levantamento da entidade, em torno de 70% da população brasileira está infectada pelo micro-organismo especializado em colonizar o revestimento do estômago.

Recentemente, a coluna Claudia Meireles já explicou sobre o contágio, sintomas e o que a H. pylori provoca no organismo. Desta vez, a gastroenterologista Maria Júlia Colossi detalha se a infecção pela bactéria tem cura. A médica é mestra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Gastroenterologista explica se infecção pela H. pylori tem cura - destaque galeria
3 imagens
A bactéria coloniza o interior do estômago
A H. pylori é considerada a infecção crônica bacteriana mais comum do mundo, com 40% de prevalência mundial
A H. pylori está relacionada na promoção de sintomas diversos, úlceras de estômago e duodeno e câncer gástrico
1 de 3

A H. pylori está relacionada na promoção de sintomas diversos, úlceras de estômago e duodeno e câncer gástrico

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
A bactéria coloniza o interior do estômago
2 de 3

A bactéria coloniza o interior do estômago

NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
A H. pylori é considerada a infecção crônica bacteriana mais comum do mundo, com 40% de prevalência mundial
3 de 3

A H. pylori é considerada a infecção crônica bacteriana mais comum do mundo, com 40% de prevalência mundial

decade3d/Getty Images

A especialista descreve a H. pylori como uma “bactéria chata”. “Tem seus mecanismos próprios de adaptação em um meio hostil no estômago, consegue se proteger e sobreviver por muito tempo”, afirma a professora assistente de gastroenterologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).

Segundo a gastroenterologista, a única forma de tratamento é por meio do uso de antibióticos. A médica esclarece que o que costuma ser recomendado está prestes a mudar no Brasil tendo em vista a atualização do Consenso Brasileiro do H. pylori, que está em sua quinta edição. “Seguirá a lógica mundial dos estudos mais recentes”, frisa Maria Júlia.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty ImagesIlustração colorida de sistema di
A H. pylori penetra na mucosa gástrica, causando inflamação continuada
“De uma forma geral, passaremos a recomendar amoxicilina em altas doses com bloqueio de ácido intenso, no caso, os ‘prazois’, como esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol, ou vonoprazana. Esses medicamentos serão combinados ou não com bismuto”, sustenta a especialista em endoscopia digestiva.

A médica pontua: “A terapia com quatro drogas diferentes”, a exemplo de bismuto, tetraciclina, metronidazol e os ‘prazois’ ou vonoprazana também seguirá sendo recomendada”. Maria Júlia enfatiza que esse tratamento deve ser feito sempre por 14 dias e sob orientação de um gastroenterologista, para ponderar caso a caso.

Silver Place/Getty ImagesIlustração colorida de estômago com bactérias dentro - Metrópoles
A especialista detalha o tratamento da H. pylori

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.