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Hipoglicemia: médica cita sinais de que a glicose está baixa no sangue
Pós-graduada em endocrinologia, a médica Fernanda Parra aponta os sinais de queda da glicose, ou seja, do açúcar no sangue
atualizado
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A coluna Claudia Meireles costuma abordar sobre picos glicêmicos, ou seja, o aumento rápido do açúcar no sangue. Entretanto, também ocorre o contrário no organismo. Essa condição é conhecida como hipoglicemia, em que há a redução dos níveis de glicose, geralmente ficando abaixo de 70 mg/dL, conforme explica a médica pós-graduada em endocrinologia Fernanda Parra, de São Paulo (SP).
De acordo com a especialista em emagrecimento, a glicose é a principal fonte de energia do cérebro e dos tecidos. “A queda desse índice provoca a ativação de mecanismos de defesa do organismo, com liberação de hormônios como adrenalina e cortisol”, destaca. Ela acrescenta que a redução gera sintomas autonômicos e, também, prejuízo da função cerebral, podendo afetar o raciocínio, coordenação e consciência.
Fernanda menciona que quando o açúcar no sangue está baixo podem surgir alguns sinais, sendo os mais comuns: tremores, sudorese fria, palpitações, tontura e ansiedade. “Quando a hipoglicemia se intensifica — ficando abaixo de 50 —, os sintomas que aparecem são dificuldade de concentração, visão turva, confusão mental, sonolência, alteração de comportamento”, aponta.
Segundo a médica, podem ocorrer convulsões ou perda de consciência em casos graves de queda da glicose.

Hipoglicemia é perigosa?
A pós-graduada em endocrinologia argumenta que a hipoglicemia se torna perigosa quando é “prolongada, recorrente ou grave”, especialmente se houver alteração do nível de consciência, convulsões ou incapacidade de ingestão oral. “Nessas situações, há o risco de lesão neurológica e necessidade de atendimento médico imediato”, frisa.
A médica salienta que a hipoglicemia é considerada de maior risco em idosos, gestantes, pessoas com diabetes em uso de insulina ou de algum tipo de medicamento para tratar a doença, a exemplo de sulfonilureias. Fernanda Parra complementa que indivíduos com doenças crônicas também estão nesse rol, pela dificuldade da percepção dos sintomas.

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