
Claudia MeirelesColunas

Endocrinologista aponta sinais que indicam resistência à insulina
A endocrinologista Anna Karina Medeiros explica a resistência à insulina, condição associada a outras doenças e ao excesso de peso
atualizado
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Presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN), a endocrinologista Anna Karina Medeiros explica que a insulina é o hormônio responsável por transportar a glicose para dentro da célula para ser metabolizada e gerar energia para o corpo. Entretanto, há situações em que o organismo fica resistente à substância com “ação fundamental à existência”, segundo a especialista.
De acordo com a médica, esse processo de resistência ocorre quando o organismo gera mais insulina do que precisa. “Isso geralmente acontece em pacientes com excesso de peso, especialmente de gordura visceral (gordura abdominal), porque nesses grupos o hormônio não consegue agir corretamente e o corpo reage com uma produção excessiva da substância”, frisa.
Conforme pontua a diretora da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), Anna Karina destaca que costumam surgir manchas escuras (Acantose nigricans) em regiões de dobras cutâneas, principalmente no pescoço. Ela pontua que pessoas com resistência à insulina têm uma circunferência abdominal elevada. “Maior que 88 centímetros em mulheres e maior que 102 centímetros em homens”, menciona.
A endocrinologista detalha que pessoas com a condição tendem a apresentar aumento da gordura no fígado e triglicerídeos elevados. Já as mulheres com resistência à insulina podem ter síndrome dos ovários policísticos (SOP).
A médica argumenta que a resistência à insulina aumenta o risco cardiovascular e pode ser a causa de um infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. “Indivíduos com o quadro têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e esteatose hepática”, conclui a metabologista.

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