
Claudia MeirelesColunas

Neurocirurgião cita as bebidas mais prejudiciais para o risco de AVC
O neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola esclarece por que essas bebidas são “as mais prejudiciais para o risco de AVC”
atualizado
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Entre as principais causas de morte no Brasil, consta o acidente vascular cerebral (AVC). No ano passado, o número total de óbitos pela condição chegou a 85.427 casos, conforme dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC). Esse quantitativo ultrapassou o de infarto, que matou 77.886 pessoas no mesmo período. Segundo o médico Victor Hugo Espíndola, determinadas bebidas são “as mais prejudicais para o risco da doença”.
De acordo com o neurocirurgião vascular, destilados — como vodca, uísque, cachaça e tequila — são as bebidas mais prejudiciais para o risco de AVC e devem ser evitadas totalmente por quem já teve o quadro. “Mesmo em pequenas quantidades, o padrão de consumo episódico (binges) é particularmente nocivo”, garante.
A seguir, o especialista em aneurisma cerebral, AVC e doenças vasculares cerebrais explica por que essas bebidas fazem tão mal à saúde e como contribuem para o risco da condição:
- Alta concentração alcoólica, ou seja, picos rápidos de etanol no sangue.
- Aumentam agudamente a pressão arterial, um dos principais fatores de risco para AVC isquêmico e hemorrágico.
- Associam-se a arritmias, especialmente fibrilação atrial, elevando o risco de AVC cardioembólico.
- Potencializam a desidratação e o aumento da viscosidade sanguínea, favorecendo o quadro de trombose.
- Maior relação com acidente vascular cerebral hemorrágico por elevação abrupta da pressão e fragilidade vascular.

O médico reforça: “Do ponto de vista neurológico e vascular, não existe bebida alcoólica ‘segura’ para quem tem probabilidade de ter AVC. O risco é dose-dependente e padrão-dependente, e a prevenção passa, na prática clínica, por redução significativa ou abstinência, especialmente em pacientes com fatores de risco prévios (hipertensão, diabetes, fibrilação atrial, estenose carotídea e AVC prévio).”
Em 2023, a Organização Mundial do AVC divulgou um estudo com a estimativa de que o número de mortes pela doença no mundo poderá aumentar 50% e atingir quase 10 milhões de pessoas até 2050.

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