Claudia Meireles

Endocrinologista diz como identificar a pré-diabetes e se há reversão

Professora da Unifesp, a endocrinologista Carolina Janovsky explica sobre a pré-diabetes, quadro que antecede a condição crônica

atualizado

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Foto colorida de mulher medindo a glicemia - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher medindo a glicemia - Metrópoles - Foto: ljubaphoto/Getty Images

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diabetes é uma doença metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose, ou seja, de açúcar no sangue. Com o tempo, pode desencadear danos graves ao coração, olhos, rins, nervos, entre outros órgãos. Antes de evoluir para a condição, existe a pré-diabetes.

À coluna Claudia Meireles, a endocrinologista Carolina Janovsky explica que a pré-diabetes é um “sinal amarelo” do metabolismo. “É quando a glicose no sangue está acima do normal, mas ainda não chegou à faixa de diabetes”, endossa. Segundo a médica, o corpo responde pior à insulina nesse cenário e o açúcar na corrente sanguínea começa a subir.

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Uma forma de manter a glicose controlada é por meio da alimentação
A pré-diabetes é uma condição silenciosa
Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças
A pré-diabetes é uma condição que antecede a doença metabólica crônica
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A pré-diabetes é uma condição que antecede a doença metabólica crônica

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Uma forma de manter a glicose controlada é por meio da alimentação
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Uma forma de manter a glicose controlada é por meio da alimentação

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A pré-diabetes é uma condição silenciosa
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A pré-diabetes é uma condição silenciosa

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Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças
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Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças

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“Hoje, a pré-diabetes é definida por A1C (hemoglobina glicada) entre 5,7% e 6,4%, glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL, ou glicose de duas horas no teste oral de tolerância entre 140 e 199 mg/dL. A A1C é útil porque mostra a média da glicose nos últimos dois a três meses”, esclarece a professora de pós-graduação em endocrinologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

Ilustração mostra células do sangue e representação de glicose nos vasos sanguíneos - Metrópoles
A glicose é um tipo de açúcar simples que circula no corpo e oferece energia para as células

Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Carolina esclarece que pessoas com pré-diabetes não apresentam sintomas e a doença só aparece em exames. “Como quase sempre é silenciosa, a melhor forma de identificar é rastreando”, defende. Com base nas diretrizes atuais, recomenda-se iniciar o rastreio aos 35 anos. Pessoas com excesso de peso e fatores de risco, como histórico familiar, diabetes gestacional ou ovários policísticos, devem começar a investigação antes.

“Quem tem pré-diabetes deve repetir exames pelo menos uma vez por ano. Se o resultado ficou limítrofe ou houver dúvida, o médico pode reavaliar antes”, defende a endocrinologista.

Com relação ao tempo de reversão da condição, Caroline enfatiza que “não existe um prazo igual para todos”.  “Como a hemoglobina glicada reflete os últimos dois a três meses e a reavaliação costuma ser feita em três a seis meses, essa é a janela mais realista para começar a ver melhora nos exames”. Conforme a endocrinologista, programas estruturados usados em estudos trazem que a fase mais fácil para reverter a pré-diabetes tende a ser os primeiros seis meses.

Foto colorida de pessoa medindo a glicemia - Metrópoles
A especialista explica que “não existe um prazo igual” para todas as pessoas quanto à reversão da pré-diabetes

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