Do estresse à insônia: 5 sinais do corpo que não devem ser ignorados
Médicos explicam quando estresse, dores, alterações intestinais e noites mal dormidas podem indicar problemas de saúde

Na rotina corrida, é fácil ignorar sinais do corpo e atribuí-los ao cansaço ou ao estresse. Fadiga que não melhora após uma noite de sono, intestino desregulado, dores no corpo e até mesmo o ronco frequente podem parecer normais — mas, quando persistentes, merecem investigação médica e podem estar relacionados a problemas de saúde ainda não diagnosticados.
Muitos desse sintomas podem estar relacionados a doenças crônicas não transmissíveis, apontadas pelo Ministério da Saúde como uma das principais causas de morte no Brasil. É por isso que, de acordo com os médicos, investigar esses sintomas pode ser crucial para um diagnóstico precoce.
Quando se preocupar com a fadiga
O cansaço após um dia cheio é comum, no entanto, quando mesmo após uma noite de sono o corpo ainda demonstra sinais de estafa, o médico cardiologista Carlos Rassi defende que é preciso ligar o alerta.

De acordo com ele, a chamada fadiga persistente pode estar relacionada a quadros de anemia, doenças cardiovasculares, alterações hormonais ou até mesmo burnout, sendo um dos primeiros sinais visíveis dos quadros. “É necessário investigação, especialmente quando acompanhado de falta de ar, palpitações e dor no peito”, avisa o expert do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesInsônia pode impactar a imunidade
Além do esgotamento físico, a privação de sono e noites mal dormidas podem influenciar diretamente na qualidade de vida do paciente. De acordo com o otorrinolaringologista Renato Stefanini, a atenção deve estar especialmente quando há ocorrência de ronco e despertar diversas vezes durante a noite.

Quando não tratados, os sintomas podem impactar na memória, imunidade e equilíbrio hormonal.
“O sono é um dos principais indicadores da nossa saúde. Quando ele deixa de ser reparador, vale a pena investigar”, defende o médico.
O intestino é um dos primeiros a denunciar
Diretamente ligado ao cérebro por uma via de comunicação bidirecional chamado eixo intestino cérebro, o sistema digestivo funciona como um importante indicador da saúde geral. Embora alimentação inadequada, sedentarismo e estresse ajudem a explicar episódios pontuais, prisão de ventre frequente, estufamento, dor abdominal, e intestino preso não podem ser tratados com normalidade.

“Sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dores intensas ou quadros que se prolongam por semanas representam sinais de alerta que exigem diagnóstico especializado”, reforça Alexandre de Sousa Carlos, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês.
Dores crônicas e estresse
Cefaleia frequente, dores nas costas, nos joelhos e cólicas incapacitantes estão entre as queixas mais comuns da população. Ainda assim, a busca constante pela automedicação faz com que muitos convivam com o problema por anos, o que adia o diagnóstico de condições graves.
Da mesma forma, normalizar o estresse pode favorecer alterações cardiovasculares, aumenta o risco de infarto e AVC.

“O estresse biológico é uma resposta natural do organismo a desafios psicológicos e ambientais. Quando essa resposta permanece ativa por muito tempo, aumenta o risco de alterações cardiovasculares e metabólicas. Por isso, controlar os fatores de risco e adotar hábitos saudáveis é essencial para proteger tanto a saúde do coração quanto a do cérebro”, afirma Sérgio Ricardo Hototian, psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês.
O médico recomenda a prática de atividade física, a psicoterapia, técnicas de relaxamento e o controle de fatores de risco para reduzir os efeitos do estresse crônico e preservar a qualidade de vida.
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