Sedentarismo: o que acontece com o corpo depois de muito tempo parado
Caminhar pouco e passar muitas horas sentado são hábitos que aceleram a perda muscular e a perda de equilíbrio, principalmente em idosos

Embora seja mais comum em idosos, principalmente após a aposentadoria, o sedentarismo é um hábito que afeta pessoas de todas as idades e pode ter efeitos muito negativos no organismo, entre eles, a perda de massa muscular, perda de força física, perda de equilíbrio e mobilidade e até mesmo da autonomia.

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Ver todasO sedentarismo afeta mais os idosos pois, após a aposentadoria, muitos deles enfrentam mudanças bruscas na rotina. Deixam de fazer deslocamentos diários para o trabalho e de exercer atividades que promovem os movimentos simples do cotidiano. Isso faz com que a atividade física seja ainda mais importante para as pessoas acima de 60 anos.
“Mas essa é uma recomendação importante para todos os adultos, já que o treinamento de força contribui para a manutenção da massa muscular, da saúde óssea e da capacidade funcional em todas as fases da vida“, reforça Leandro Twin, profissional de Educação Física da BlueFit.

Passar muitas horas sentado ou deitado, sem se levantar, fazer poucas caminhadas, mesmo que curtas, e reduzir os estímulos físicos comuns, são hábitos que contribuem para a sarcopenia, ou seja, a perda de massa muscular. Como consequência, o corpo fica mais fraco e vai perdendo também habilidades como o equilíbrio e a mobilidade.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloEssas consequências físicas acabam tendo também efeitos emocionais e na vida prática, a pessoa passa a ter menos autonomia e independência funcional, o que pode levar a quadros depressivos e outros distúrbios da saúde mental. Os idosos, mais uma vez, acabam sendo os mais afetados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pessoas acima dos 65 anos façam atividades físicas pelo menos duas vezes por semana. O objetivo é justamente preserver a mobilidade a autonomia.
“Muita gente associa musculação apenas ao ganho de força ou condicionamento, mas, para o público mais idoso, ela está diretamente ligada à manutenção da autonomia e da funcionalidade do corpo. Estamos falando da capacidade de subir escadas, levantar da cama sozinho, carregar compras, manter equilíbrio e continuar independente ao longo dos anos”, acrescenta Leandro.
Dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), que acompanha cerca de 15 mil adultos brasileiros há 15 anos, mostram que os adultos fisicamente ativos tem risco de mortalidade até 25% menor ao longo do envelhecimento quando comparados aos sedentários.
Isso demonstra que manter o corpo ativo vai além do desempenho físico, tendo uma relação direta com a saúde, a independência e a lengevidade. Estudo feitos pela

















