Claudia Meireles

Veja os efeitos “devastadores” do sedentarismo para a saúde do coração

O cardiologista Roberto Yano revelou quais as consequências do sedentarismo para a saúde do coração; entenda

atualizado

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Foto colorida de mulher com a mão no peito - Cardiologistas explicam quais são os primeiros sintomas do infarto - Metrópoles - sedentarismo
1 de 1 Foto colorida de mulher com a mão no peito - Cardiologistas explicam quais são os primeiros sintomas do infarto - Metrópoles - sedentarismo - Foto: Andreswd/Getty Images

Há quem associe o sedentarismo apenas à estética ou ao ganho de peso. A visão, no entanto, é limitada e perigosa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a falta de movimento é reconhecida como uma “epidemia moderna”, sendo um dos principais fatores de risco para doenças crônicas — afetando diretamente o coração e as artérias antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cardiologista Roberto Yano explicou como o organismo responde à falta de exercícios e quais são as consequências de manter uma rotina marcada pela inatividade física.

“A falta de movimento continua sendo um dos principais inimigos da saúde integral e, especialmente, da saúde do coração. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 47% dos adultos brasileiros são sedentários, um número que acende um alerta para o aumento de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC”, alerta o especialista.
Foto mostra homem deitado em um sofá com cobertor - Metrópoles
A falta de atividade física regular aumenta o risco de AVC, além de contribuir para outras doenças

Entenda como o sedentarismo impacta o funcionamento do coração

Segundo Roberto Yano, a falta de atividades físicas faz com que o coração deixe de trabalhar em seu melhor desempenho. “Quando o corpo não se movimenta adequadamente, o sistema cardiovascular perde eficiência, os vasos ficam mais rígidos e o risco de doenças aumenta de forma silenciosa e progressiva”, explica.

A ausência de exercícios regulares também reduz a capacidade do órgão de bombear sangue de maneira eficiente. “Com o tempo, isso favorece o acúmulo de gordura nas artérias, o aumento da pressão arterial e alterações nos níveis de colesterol e glicose no sangue”, salienta.
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A calcificação das artérias é o processo avançado de aterosclerose
Esses vasos sanguíneos levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para as células
Alguns sinais podem surgir no corpo, como a alteração na coloração da pele, em decorrência do entupimento das artérias
O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares
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O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares

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A calcificação das artérias é o processo avançado de aterosclerose
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A calcificação das artérias é o processo avançado de aterosclerose

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Esses vasos sanguíneos levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para as células
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Esses vasos sanguíneos levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para as células

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Alguns sinais podem surgir no corpo, como a alteração na coloração da pele, em decorrência do entupimento das artérias
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Alguns sinais podem surgir no corpo, como a alteração na coloração da pele, em decorrência do entupimento das artérias

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Além das consequências diretas para o coração, o especialista ressalta que a inatividade também favorece outros problemas que sobrecarregam o sistema cardiovascular.

“O sedentarismo contribui para o ganho de peso e para processos inflamatórios crônicos, fatores que sobrecarregam o coração”, afirma.
Foto mostra os pés de uma mulher branca, um dos pés está apoiado sob uma balança
O ganho de peso excessivo sobrecarrega o coração, aumentando o risco de infarto, insuficiência cardíaca, pressão alta e arritmias

Um risco que vai além da idade

Outra ideia que precisa ser desmistificada é a de que o sedentarismo compromete a qualidade de vida apenas na velhice. Embora os riscos tendam a se tornar mais evidentes com o passar dos anos, a falta de atividade física afeta todas as idades.

“Muitas pessoas só percebem o problema quando surgem sintomas mais graves, mas o dano começa muito antes. É nesse estágio que os cuidados têm mais efeito”, explica.
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Os exercícios para quem sofre com pressão alta precisa ser adaptado
A falta de movimento contribui para uma vida repleta de limitações
A falta de movimento costuma se refletir em dores crônicas
Praticar atividade física regularmente ajuda a reduzir inflamações no organismo, melhora o metabolismo e fortalece o sistema imunológico, fatores que contribuem para diminuir o risco de câncer e de outras doenças
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Praticar atividade física regularmente ajuda a reduzir inflamações no organismo, melhora o metabolismo e fortalece o sistema imunológico, fatores que contribuem para diminuir o risco de câncer e de outras doenças

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Os exercícios para quem sofre com pressão alta precisa ser adaptado
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Os exercícios para quem sofre com pressão alta precisa ser adaptado

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A falta de movimento contribui para uma vida repleta de limitações
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A falta de movimento contribui para uma vida repleta de limitações

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A falta de movimento costuma se refletir em dores crônicas
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A falta de movimento costuma se refletir em dores crônicas

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Mesmo quem não apresenta doenças aparentes pode estar em risco. “A falta de movimento age de forma cumulativa. Anos sem atividade física cobram seu preço mais cedo ou mais tarde. A rotina cada vez mais parada, marcada por longos períodos sentados, uso excessivo de telas e pouca movimentação diária, tem antecipado problemas cardíacos em adultos jovens”, afirma.

“O movimento é um dos medicamentos mais eficazes e acessíveis para a saúde do coração. Cuidar do coração começa com escolhas simples, feitas todos os dias”, emenda Roberto Yano.
Close de um médico asiático maduro medindo a pressão arterial (alta ou baixa) de uma paciente em uma clínica de saúde. Conceito de assistência médica. Médico mede a pressão cardíaca de paciente coração diabetes infarto pressão alta
Antes de começar alguma atividade física, consulte um especialista

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