Veja quem são os 14 alvos de operação da PF que teve buscas contra Castro

Operação realizada pela PF que mirou Cláudio Castro e o dono da Refit cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados por Moraes

atualizado

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Divulgação/PF
Operação Sem Refino
1 de 1 Operação Sem Refino - Foto: Divulgação/PF

A operação da Polícia Federal (PF) que mirou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) na manhã desta sexta-feira (15/5) também realizou buscas e apreensão contra outras autoridades e figuras públicas.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

A Operação Sem Refino apura um suposto esquema bilionário envolvendo o Grupo Refit, antigo nome da Refinaria de Manguinhos.

O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.

Entre os investigados, está Guaraci de Campos Vianna, que é desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O nome de Vianna havia surgido anteriormente nas investigações, quando, em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao Grupo Refit.

Renan Miguel Saad, que atuava como procurador-geral do Rio de Janeiro, foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF e de um pedido de afastamento do cargo.

Apesar de estar no cargo durante as ações que culminaram nas investigações, Saad foi exonerado do posto no fim de abril, em meio à troca de governo no Rio de Janeiro.

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Ricardo Magro, dono do grupo Refit
Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação em novembro de 2025
Na época, diversas pessoas ligadas ao Grupo Refit foram alvos de megaoperação
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro
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Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Ricardo Magro, dono do grupo Refit
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Ricardo Magro, dono do grupo Refit

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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação em novembro de 2025
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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação em novembro de 2025

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Na época, diversas pessoas ligadas ao Grupo Refit foram alvos de megaoperação
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Na época, diversas pessoas ligadas ao Grupo Refit foram alvos de megaoperação

Divulgação/MPSP

Há ainda dois escrivães da Polícia Federal que, além dos pedidos de afastamentos dos cargos que ocupavam, tiveram endereços alvo de busca e apreensão pelos investigadores da PF. São eles: Márcio Cordeiro Gonçalves e Maxwell Moraes Fernandes.

As buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal na manhã desta sexta miraram, ao todo, 14 pessoas. Veja quem são:

  • Cláudio Bomfim de Castro e Silva, ex-governador do Rio de Janeiro;
  • Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do Rio de Janeiro (em dois endereços);
  • Renato Jordão Bussiere, ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea);
  • Renan Miguel Saad, ex-procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro;
  • Guaraci de Campos Vianna, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do RJ;
  • Jonathas Assunção Salvador Nery, integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit;
  • Adilson Zegur, ex-subsecretário de Receita da Sefaz/RJ;
  • Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho, operador no núcleo administrativo-fiscal do esquema vinculado à Refit;
  • Álvaro Barcha Cardoso, intermediário central no núcleo de influência institucional do esquema vinculado à Refit;
  • Roberto Fernandes Dima, integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit;
  • Márcio Cordeiro Gonçalves, escrivão da Polícia Federal;
  • Márcio Pereira Pinto, escrivão da Polícia Federal (em dois endereços); e
  • Maxwell Moraes Fernandes, policial civil do Estado do Rio de Janeiro.

A Polícia Federal também efetuou buscas em duas empresas: a Empresa Refinaria De Manguinhos – Refit, e a Empresa Fidd Administração de Recursos Ltda.

O empresário e dono do Grupo Refit, Ricardo Magro, foi alvo da operação e recebeu mandado de prisão preventiva. Magro mora em Miami (EUA). Por isso, a PF incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.

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