
Tácio LorranColunas

Cláudio Castro e secretários estiveram com Ricardo Magro em NY
Decisão de Alexandre de Moraes cita encontro de Cláudio Castro e secretários com Ricardo Magro, alvo da Interpol
atualizado
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Alvo da Polícia Federal nesta sexta-feira (15/5), Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro e candidato do PL ao Senado, esteve com o empresário Ricardo Magro, dono da Refinaria Refit, em Nova York. Posteriormente, Magro se reuniu com dois então secretários de Castro.
O motivo da viagem de Castro e seus secretários foi a participação em um evento patrocinado pelo próprio Ricardo Magro, em maio de 2025. O ex-governador sentou-se à mesa do empresário, que, na época, ainda não era procurado pela Interpol, mas já era considerado o maior devedor do estado do Rio de Janeiro.
No relatório da Polícia Federal que embasou a operação da PF nesta sexta-feira, os investigadores citam que Cláudio Castro e Ricardo Magro estavam acompanhados por Tiago Cedraz, advogado da Refit e filho do ex-ministro do TCU Aroldo Cedraz, e Daniel Maia, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Em conversa com a coluna, Cláudio Castro afirmou que apenas se encontrou com Ricardo Magro naquele evento e “sentamos em uma mesa com diversas outras pessoas”. “Não ficamos sozinhos em momento algum, não encontrei com ele mais em lugar nenhum. Foi o diretor da Veja que me buscou e me direcionou para aquela mesa”, disse o governador.
O evento também contou com as participações de Hugo Motta, Jaques Wagner e Luís Roberto Barroso. Durante o painel, Aroldo Cedraz fez questão de elogiar o dono da Refit.
Um vídeo mostra que, depois do evento, Ricardo Magro se reuniu com Rodrigo Abel, então secretário-chefe de Gabinete de Castro, e Bernardo Rossi, ex-secretário de Ambiente do governo do Rio de Janeiro. Os dois nomes não são citados na decisão de Moraes.
Operação Sem Refino
A Polícia Federal aponta que Cláudio Castro teria permitido um cenário para “atividades espúrias” no Rio de Janeiro, atribuídas à Refit. Ao todo, são 17 mandados de busca e apreensão na Operação Sem Refino.
“O cenário propício para as atividades espúrias do conglomerado foi construído com a anuência do Estado, notadamente do então Chefe do Poder Executivo, o então Governador Claúdio Castro”, informa a decisão.
Em nota, a defesa de Castro afirma que foi surpreendida com a operação desta sexta, mas ressaltou que o ex-governador “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura”.










