Procuradores saem em defesa de Cármen Lúcia após ataques de Jefferson
Carta, entregue no gabinete da ministra nesta tarde, contou com 31 assinaturas de subprocuradores-gerais da República

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma uma nota, nesta segunda-feira (24/10), em apoio à Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), ofendida pelo ex-deputado federal e presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson. Ele foi preso após atirar contra policiais federais que cumpriam um mandado de prisão contra ele no domingo (23/10).
De acordo com as informações, a carta, assinada por 31 subprocuradores-gerais, foi encaminhada ao gabinete da ministra Cármen Lúcia nesta tarde.
“Estamos juntos. Também nós, guardiões e guardiãs da Constituição e da Democracia. Mas, diferente de quem a ataca, a resposta que todos e todas damos é atuação cotidiana de quem sabe quem é e o que faz o Estado democrático de Direito autoriza críticas aos atos daqueles e daquelas que exercem funções públicas, o que não alcança o preconceito e a misoginia. Na oportunidade, renovamos votos de consideração e apreço”, diz um trecho da nota.
Além desta nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) – que representa toda a categoria – fez uma nota pública demonstrando preocupação e considerou “inaceitável” os acontecimentos violentos dos últimos dias – em referência ao caso de Roberto Jefferson.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“É inaceitável que servidores públicos sofram qualquer tipo de violência no exercício de sua atividade profissional, ainda mais aqueles que se destinam à manutenção da ordem e da paz social”, diz o texto da Anpr.
“É momento de dar um basta ao clima de hostilidade, notadamente em face das instituições, e assegurar as condições para a efetiva convivência democrática em nosso país. As eleições serão decididas nas urnas, não à força”, continuou a nota.
Em referência às ofensas proferidas contra a ministra do Supremo, a Anpr foi mais incisiva: “Uma sociedade se fortalece no uso dos meios racionais e dos eventuais recursos judiciais, não com mensagens misóginas, sexistas, granadas e tiros de metralhadora, sob pena do império do arbítrio e da barbárie”.
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) reafirma sua preocupação com o acirramento das atitudes violentas dos últimos dias, reiterando sua solidariedade à ministra Carmen Lúcia.
— ANPR (@ANPR_Brasil) October 23, 2022



