Na Mira

Após atacar policiais, Jefferson responderá por 4 tentativas de homicídio

Inicialmente, a equipe da Polícia Federal era composta por seis policiais: dois estavam protegendo o perímetro e quatro sofreram os ataques

atualizado

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O ex-deputado Roberto Jefferson chega à Superintendência da PF no Rio após atirar em policiais e resistir prisão - Metrópoles
1 de 1 O ex-deputado Roberto Jefferson chega à Superintendência da PF no Rio após atirar em policiais e resistir prisão - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Globo

Preso em flagrante, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) foi indiciado e responderá por quatro tentativas de homicídio. Isso porque, ao resistir à prisão e atacar um equipe da Polícia Federal, ele baleou dois agentes e colocou em risco outros dois que tentavam cumprir o mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

A coluna Na Mira apurou que a equipe, inicialmente, era composta por seis policiais: dois estavam protegendo o perímetro e quatro sofreram os ataques. Na ação, foram apreendidas munições de diversos calibres, além de uma pistola e um fuzil. A PF do Rio, com apoio de outras forças de segurança, conseguiu a rendição do ex-parlamentar.

Veja vídeo com arsenal e munição encontrada pela PF na casa de Jefferson:

Jefferson foi detido por volta das 19h de domingo (23/10)​, após horas de negociação com agentes da Polícia Federal. O ex-parlamentar segue peso no Presídio de Benfica, zona norte do Rio de Janeiro. Ele aguarda a audiência de custódia, que deve ocorrer ainda nesta segunda-feira (24/10). Depois, deverá seguir para Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gerincinó. A informação foi confirmada pela defesa do ex-deputado ao Metrópoles.

Ataque

Antes de ser preso, Jefferson travou confronto com agentes da Polícia Federal. Ele atirou contra os policiais, deixando um delegado e uma agente feridos. Além disso, ele jogou granadas contra as autoridades.

Jefferson cumpria prisão domiciliar em Levy Gasparian, após ficar preso em Bangu, em 2021. Ele é investigado por participação em atos de “organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação e financiamento político com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”, conforme relata o inquérito.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a volta do ex-presidente do PTB à prisão, após o investigado descumprir diversas medidas, como receber visitas, usar redes sociais, continuar compartilhando fake news e seguir atacando o STF e seus integrantes.

Além do descumprimento de medidas cautelares, Jefferson publicou, nas redes sociais da filha, na última semana, um vídeo em que xinga a ministra Cármen Lúcia, do STF, pelo voto favorável da magistrada à punição da emissora Jovem Pan por declarações contrárias a Lula (PT).

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Nesta imagem, é possível contar 10 marcas de tiro
Já no capô do carro, é possível ver 13 marcas de tiro
Na lateral, há pelo menos 10 marcas de tiro
As balas atravessaram o veículo
Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura
Fotos mostram carro da Polícia Federal perfurado
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Divulgação
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As balas atravessaram o veículo
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As balas atravessaram o veículo

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Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura
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Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura

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Resistência

Gravações registram o momento em que a viatura recebeu mais de 20 tiros. Segundo a corporação, o delegado e a policial ainda foram recebidos com um ataque de granadas. Mais cedo, nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que não atirou nos agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro “para pegar”.

Vídeo obtido pela coluna Na Mira, do Metrópoles, mostra a negociação de uma equipe da Polícia Federal com o ex-deputado. Entre as pessoas presentes na casa de Jefferson, estava o padre Kelmon (PTB), candidato à Presidência nas eleições deste ano no lugar de Jefferson.

Assista ao vídeo:

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