Toffoli está na mira e com muito a explicar
As principais notícias da manhã desta quinta-feira (12/2)
atualizado
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De vazamento em vazamento, as suspeitas aumentam. Toffoli admite ser sócio de empresa que fez negócios com o cunhado de Vorcaro. Após relatório da PF entregue ao STF com menções ao nome de Toffoli, o ministro admitiu ser sócio da empresa Maridt.
Suspeita de pagamento de R$ 20 milhões. Investigadores da PF confirmaram à CNN que encontraram, no celular do banqueiro Daniel Vorcaro conversas com menções a pagamentos de cerca de R$ 20 milhões à empresa do ministro Toffoli. Não há elementos, entretanto, para comprovar as transferências.
Cobrança suprema. “Em alguns desses diálogos entre Toffoli e Vorcaro, o ministro cobraria o repasse de valores a um negócio da família dele em sociedade com o banqueiro — um resort, na região Sul. Em outras, arma pequenas reuniões festivas. Há ainda trocas de impressões sobre a política nacional. A PF já recebeu sinais de que as complicações não param por aí —e isso foi informado a Fachin “, diz matéria do uol
Ministro nega. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em nota nesta quinta-feira (12/2) que não possui qualquer “relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Reag na linha. Fundo que comprou empresa de Toffoli, e que ele diz desconhecer, é da Reag, diz matéria do uol. “O fundo Arllen — que, segundo o próprio ministro Dias Toffoli, comprou em 2021 sua parte na empresa familiar Maridt — era administrado pela Reag, gestora de investimentos que está no centro das operações Carbono Oculto e Compliance Zero. A Reag é suspeita de lavagem de dinheiro, inclusive para organizações criminosas”.
Empresa de Dias Toffoli tem capital de R$ 150 e endereço de fachada. Ministro Dias Toffoli disse ser sócio dos irmãos na firma Maridt Participações. Empresa funciona em casa, em mau estado, em Marília (SP) .
Agora é tarde. Ministros do STF medem impacto sobre o que o celular de Daniel Vorcaro revela contra o colega Dias Toffoli e apostam que a PF tem mais munição. Para seus colegas, Toffoli deveria ter recusado a relatoria do Master desde o início. Como decidiu continuar relator, o caminho seria pedir uma licença, “O clima é péssimo”, disse sob reserva um integrante do Supremo à coluna de Igor Gadelha


