
Michelle vira o polo moderado e Flávio se diz "aberto a conversa"
Enquanto o senador fica preso ao radicalismo, Michelle Bolsonaro aposta na moderação e dita as regras

No programa do Noblat desta quinta-feira (9), ficou evidente que o desembarque de Flávio Bolsonaro em Guarulhos, após sua sétima e desastrosa viagem aos Estados Unidos, serviu apenas para escancarar o desespero de sua campanha.
Pressionado pelos jornalistas sobre o rompimento com a madrasta, o “01” tentou ensaiar um recuo estratégico humilhante, declarando que “está sempre aberto a conversar” e que “espera o tempo que ela achar suficiente” para vestir a camisa de sua pré-candidatura à presidência.
O teatro de mansidão do senador, contudo, esbarra no muro de concreto da realidade. A análise da live apontou que o cinismo de Flávio visa estancar a sangria de votos entre o eleitorado feminino, que já o rejeita maciçamente e representa a maioria dos eleitores do país.
Michelle atua com muito mais civilidade e moderação do que os filhos do capitão e não vai queimar sua biografia subindo no palanque mambembe de um enteado que a sabotou no clã.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPara piorar o isolamento, Flávio usou o microfone no aeroporto para choramingar o “fogo amigo”, reclamando de aliados que “ficam atirando pedra de braços cruzados torcendo para que não dê certo”. A queixa, direcionada a influenciadores e caciques que criticaran sua campanha, confirma a paralisia de uma candidatura que não consegue sequer formular argumentos técnicos e se apoia em uma submissão vergonhosa ao governo americano.
Flávio sabe que, sem as bênçãos e os votos de Michelle, sua pretensão eleitoral flerta abertamente com o fracasso.
