Se deseja um intestino saudável, inclua este alimento na rotina

Estratégias simples fazem muito mais do que você imagina pelo seu intestino, e quase ninguém come o suficiente delas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

magicmine/Getty Images
Ilustração colorida de intestino - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida de intestino - Metrópoles - Foto: magicmine/Getty Images

Três em cada quatro brasileiros não chegam nem perto da quantidade de fibras que deveriam comer por dia. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 25 gramas diárias. O brasileiro médio consome menos de 16. O intestino de muita gente está, literalmente, pedindo socorro por falta de matéria-prima.

Entenda o que órgão precisa

O que acontece quando o intestino não recebe o que precisa? Para começo de conversa, a prisão de ventre que atinge dois terços das mulheres brasileiras tem origem direta nessa carência.

Mas o estrago vai além do banheiro. Dentro do intestino vive uma comunidade de trilhões de micro-organismos (a microbiota) que regula desde a imunidade até o humor. Quando essa comunidade se desequilibra por falta de nutrientes adequados, o corpo inteiro sente.

E aqui está o ponto que muda o jogo: a microbiota não se alimenta de qualquer coisa. Ela prospera com fibras e com gorduras boas. Sem elas, as bactérias prejudiciais tomam o espaço das benéficas, processo chamado de disbiose, e a inflamação começa a se instalar de forma silenciosa.

Se deseja um intestino saudável, inclua este alimento na rotina - destaque galeria
6 imagens
Mantenha a organização na cozinha, utilizando utensílios básicos e garantindo que facas estejam afiadas
Além disso, preaqueça panelas e fornos e use fogo baixo para evitar queimar os alimentos, e preste atenção aos sinais da comida, como cheiro e cor
Separe e meça todos os ingredientes antes de acender o fogo. Isso evita que você perca tempo procurando algo no meio do preparo
Para iniciantes, o fogo baixo ou médio é ideal, pois dá mais tempo para reagir e evitar que a comida queime
É normal que as primeiras tentativas não sejam perfeitas. Cozinhar é um processo de aprendizado
Para começar a cozinhar, comece com receitas simples, leia a receita atentamente e siga o passo a passo
1 de 6

Para começar a cozinhar, comece com receitas simples, leia a receita atentamente e siga o passo a passo

Getty Images
Mantenha a organização na cozinha, utilizando utensílios básicos e garantindo que facas estejam afiadas
2 de 6

Mantenha a organização na cozinha, utilizando utensílios básicos e garantindo que facas estejam afiadas

Getty Images
Além disso, preaqueça panelas e fornos e use fogo baixo para evitar queimar os alimentos, e preste atenção aos sinais da comida, como cheiro e cor
3 de 6

Além disso, preaqueça panelas e fornos e use fogo baixo para evitar queimar os alimentos, e preste atenção aos sinais da comida, como cheiro e cor

Getty Images
Separe e meça todos os ingredientes antes de acender o fogo. Isso evita que você perca tempo procurando algo no meio do preparo
4 de 6

Separe e meça todos os ingredientes antes de acender o fogo. Isso evita que você perca tempo procurando algo no meio do preparo

Getty Images
Para iniciantes, o fogo baixo ou médio é ideal, pois dá mais tempo para reagir e evitar que a comida queime
5 de 6

Para iniciantes, o fogo baixo ou médio é ideal, pois dá mais tempo para reagir e evitar que a comida queime

Getty Images
É normal que as primeiras tentativas não sejam perfeitas. Cozinhar é um processo de aprendizado
6 de 6

É normal que as primeiras tentativas não sejam perfeitas. Cozinhar é um processo de aprendizado

Getty Images

O que colocar no prato então?

  • Fibras solúveis: encontradas na aveia, banana, maçã, feijão e linhaça, essas fibras viram um gel no intestino que alimenta diretamente as bactérias boas. O resultado é a produção de butirato, um ácido graxo que protege as células da parede intestinal e reduz o risco de inflamação crônica.
  • Fibras insolúveis: presentes no arroz integral, no farelo de trigo e nas cascas de frutas, elas aceleraram o trânsito intestinal. São as responsáveis por dar volume às fezes e manter a regularidade que tanta gente perde quando adota uma dieta rica em ultraprocessados.
  • Prebióticos: alho, cebola, banana verde e alcachofra contêm substâncias que funcionam como adubo para as bactérias benéficas. Não são probióticos — não são bactérias em si. São o alimento delas. É uma diferença importante que a maioria das pessoas ignora ao comprar suplementos caros enquanto a geladeira está cheia de errado.
  • Ômega 3: a gordura boa por excelência. Presente em sardinha, salmão, atum, chia e linhaça, o ômega-3 atua diretamente na composição da microbiota, favorecendo bactérias anti-inflamatórias e reduzindo marcadores de inflamação intestinal.
  • Azeite de oliva extravirgem: outro aliado com respaldo científico sólido. As gorduras monoinsaturadas e os compostos fenólicos do azeite contribuem para o equilíbrio do microbioma e para a proteção da mucosa intestinal.

Uma perspectiva que vale pensar: a ciência está cada vez mais clara sobre o eixo intestino-cérebro — a conexão direta entre a saúde da microbiota e o estado de humor, ansiedade e até cognição.

Quando você negligencia o intestino, pode estar afetando muito mais do que a digestão. O intestino produz cerca de 90% da serotonina do corpo — o neurotransmissor do bem-estar. Alimentar mal a microbiota pode ser, literalmente, sabotar o próprio humor.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações