
Claudia MeirelesColunas

Médica explica conexão entre cérebro e Síndrome do Intestino Irritável
Médica gastroenterologista destaca relação intestino-cérebro e como a ligação impacta no desenvolvimento da Síndrome do Intestino Irritável
atualizado
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Classificada como um distúrbio funcional do intestino, a Síndrome do Intestino Irritável adotou, recentemente, uma nova nomenclatura: Doenças da Interação Intestino-Cérebro (DIIC). O termo reforça que, mesmo sem alterações estruturais, a comunicação entre esses dois sistemas tem papel central no desenvolvimento da condição.
Conforme destaca a médica gastroenterologista Maria Júlia Colossi, ouvida pela coluna, o desenvolvimento da doença é multifatorial, mas ela é influenciada especialmente pelo estresse, ansiedade e depressão, assim como infecções intestinais prévias, desequilíbrio na microbiota e sensibilidade alimentar, sem causar inflamação estrutural no órgão.
“A SII é crônica e pode oscilar entre períodos de melhora e piora, com forte ligação com o estresse, ansiedade e outros fatores emocionais. Essa interação entre intestino e cérebro é fundamental para entender os sintomas e direcionar o tratamento”, diz a gastro.

Sintomas da Síndrome do Intestino Irritável
O conjunto de sintomas que caracteriza a síndrome pode variar de acordo com o paciente.
Eles podem incluir dor ou desconforto abdominal recorrente; distensão abdominal, aquela sensação de barriga inchada; gases excessivos; diarreia; constipação intestinal; alternância entre diarreia e constipação; sensação de evacuação incompleta; e urgência para evacuar.

“Apesar de não causar complicações graves, a condição pode impactar significativamente o bem-estar físico e emocional”, destaca.
De acordo com a médica gastroenterologista Maria Júlia Colossi, a conscientização é essencial para reduzir o impacto da doença na qualidade de vida, pois “ajuda as pessoas a identificarem os sintomas precocemente e entenderem que não se trata de algo ‘normal’. Muitas convivem com dor e desconforto por anos sem buscar avaliação especializada”, explica.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um especialista, após avaliação detalhada e exclusão de outras doenças.
O tratamento é individualizado e pode incluir mudanças na alimentação, manejo do estresse, uso de medicamentos e acompanhamento contínuo.

“Com diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar muito a qualidade de vida. Por isso, o acompanhamento regular é fundamental, já que a condição pode variar ao longo do tempo e as adaptações de tratamento são essenciais”, conclui Maria Júlia.
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