Nutrólogo revela 5 táticas eficazes para eliminar a gordura visceral
Escondida entre os órgãos, essa gordura é uma “bomba-relógio” para o coração; saiba como o sono e os músculos ajudam a combatê-la
atualizado
Compartilhar notícia

Muito além do incômodo estético com a gordura que podemos “beliscar”, existe um inimigo invisível e perigoso: a gordura visceral. Localizada profundamente na cavidade abdominal, ela envolve órgãos vitais como fígado e pâncreas, funcionando como um órgão endócrino que secreta substâncias inflamatórias.
Estudos recentes mostram que esse acúmulo não apenas eleva o risco de diabetes e hipertensão, mas pode triplicar as chances de doenças graves, como o câncer colorretal.
Entenda
-
Atividade metabólica: diferente da gordura comum, a visceral mantém o corpo em inflamação crônica, favorecendo a resistência à insulina.
-
Risco cardiovascular: a gordura visceral produz proteínas que contraem os vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e o risco de infarto.
-
O papel do sono: dormir pouco (cerca de 4h por noite) pode aumentar em até 11% a gordura visceral, mesmo que o peso total não mude drasticamente.
-
Músculo como antídoto: construir massa magra acelera o metabolismo e transforma células de gordura estocadora em células que queimam energia.
A estratégia para desarmar a bomba metabólica
Para o nutrólogo Joaquim Menezes, o combate a esse tipo de gordura exige uma abordagem de precisão que vai além de “fechar a boca”. O especialista reforça que o foco deve estar na sinalização celular e hormonal.
“A gordura visceral não é apenas um problema estético; é uma bomba-relógio metabólica. Ela atua quase como um órgão endócrino autônomo, secretando citocinas pró-inflamatórias que mantêm o corpo em um estado de inflamação crônica de baixo grau”, alerta o médico.

Os pilares da medicina de precisão
Segundo Menezes, a combinação de musculação com treinos aeróbicos (HIIT) e o cuidado com a saúde intestinal são cruciais. A microbiota equilibrada impede a extração excessiva de calorias e reduz a inflamação sistêmica.
“A ciência é clara: para queimar a gordura profunda, precisamos construir músculos. O treinamento de resistência estimula o ‘browning’, que é a transição das células de gordura branca para células de gordura marrom, que queimam energia para produzir calor”, explica o nutrólogo.

Estilo de vida e prevenção
O controle do estresse e a higiene do sono surgem como táticas fundamentais, já que o cortisol elevado e a privação de repouso redirecionam o armazenamento de energia diretamente para o abdômen.
“O sono não é um luxo; é uma necessidade biológica inegociável. A privação de sono desregula os hormônios da fome e, de forma independente, redireciona o armazenamento de gordura diretamente para o compartimento visceral”, conclui Joaquim Menezes.














