Já pensou em ter filho nos EUA? Expert esclarece 5 mitos sobre o tema
Ter filhos nos EUA é moda entre celebridades, mas gera dúvidas. Advogada explica o que é mito e quais as regras para esse planejamento
atualizado
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Os casos de gravidez e maternidade de celebridades como Ludmilla e Brunna Gonçalves, Luciana Gimenez, Simone Mendes e Claudia Leitte geram um debate bastante comentado: quais são as reais vantagens de ter um filho nos Estados Unidos? Nos últimos tempos, o tema tem chamado ainda mais atenção de famílias que planejam o futuro dos filhos no exterior.
Não é tão simples
Além das curiosidade envolvendo questões como cidadania, documentação e oportunidades, surgem também alguns mitos.
A advogada Larissa Salvador, especialista em direito imigratório nos EUA, destaca que entender as regras antes de embarcar evita frustrações, problemas com vistos e até dificuldades futuras.
“Muitas famílias tomam decisões baseadas apenas em informações que circulam nas redes sociais, sem compreender como as regras migratórias realmente funcionam. Buscar orientação correta antes da viagem é essencial para evitar problemas tanto para os pais quanto para os filhos”, alerta.

Os mitos
Para desmistificar e responder algumas questões que envolvem o assunto, a especialista lista algumas dúvidas comuns.
Confira:
Ter filho nos EUA garante green card aos pais?
Não. Segundo Larissa, existe uma ideia equivocada de que ter filho no país norte-americano automaticamente resolve questões migratórias dos pais. “A cidadania é um direito da criança, garantido pela Constituição americana, mas não representa uma regularização automática para toda todos.”

O bebê perde a cidadania brasileira ao nascer fora?
Não, já que filhos de brasileiros podem ter a dupla cidadania: tanto brasileira quanto americana. “Para isso, é importante realizar o registro junto às autoridades nacionais para garantir acesso futuro aos documentos do Brasil.”
É proibido viajar grávida para os EUA?
Não. De acordo com a advogada, a gravidez por si só não impede a entrada no território. “Não existe essa regra, mas o que pode acontecer é uma análise mais detalhada sobre o objetivo da viagem e a comprovação financeira para custear despesas médicas”, esclarece.

Os hospitais de lá são gratuitos para estrangeiros?
Não. Larissa ressalta que os custos médicos nos EUA são bastante elevados e variam de acordo com o hospital, com a cidade e com as condições do parto. “Podem ser altos, principalmente em casos de emergência ou complicações médicas. Por isso, organização financeira e transparência durante todo o processo fazem diferença.”
Quais benefícios a cidadania garante?
Segundo a profissional, a cidadania norte-americana proporciona estudo, trabalho e mobilidade internacional ao longo da vida da criança. “Mas os pais também precisam entender as responsabilidades legais e documentais envolvidas nesse processo”, reforça.