Exageros no fim de ano fazem “estrago” no intestino, alerta médica
Excessos de comida, bebida e sono irregular nas celebrações de fim de ano pesam na digestão e provocam desconfortos que podem durar dias
atualizado
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Fim de ano costuma vir acompanhado de pratos fartos, mistura de sabores e noites mal dormidas. Segundo a coloproctologista Aline Amaro, esse combo vira um verdadeiro teste para o intestino. A soma de carnes em excesso, frituras, embutidos, pratos gordurosos, doces e refrigerantes deixa a digestão mais lenta e aumenta a fermentação, o que favorece gases, estufamento, dor abdominal e a sensação de peso na barriga.
“Para parte das pessoas, o excesso de gordura e açúcar irrita a mucosa intestinal e acelera o trânsito, resultando em diarreia“, afirma a médica. Ainda segundo ela, em outras, a pouca ingestão de fibras somada ao consumo elevado de carnes e farinhas refinadas provoca o efeito oposto: o intestino fica mais preso e o incômodo se prolonga.
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O papel do álcool nos desconfortos
As bebidas alcoólicas entram como agravante. “Elas irritam estômago e intestino e favorecem a desidratação, o que resseca as fezes e piora tanto a prisão de ventre quanto a ressaca do dia seguinte.”

Estratégias para a noite da ceia
Aline Amaro explica que não adianta chegar “morrendo de fome” à mesa. O ideal é fazer refeições leves ao longo do dia, mastigar devagar e montar um prato equilibrado, combinando saladas, legumes e frutas com as receitas tradicionais. Alternar taças de bebida alcoólica com água também ajuda a proteger o organismo e manter o intestino funcionando melhor.
Recuperação nos dias seguintes
Para ajudar o corpo a retomar o ritmo, a especialista ressalta que vale apostar em alimentos ricos em fibras — frutas, verduras e grãos integrais — e em fontes naturais de bactérias benéficas, como iogurtes e outros fermentados, que auxiliam na recomposição da flora intestinal.
Quando procurar ajuda
Se os sintomas forem intensos, surgirem sinais como sangue nas fezes ou a dor não melhorar, Aline Amaro alerta: pode não ser apenas exagero de fim de ano. Nesses casos, é importante buscar avaliação médica para descartar outros problemas.














