Especialista defende a musculação como aliada da saúde após os 50 anos
Após os 50 anos, a musculação é uma aliada da saúde, especialmente para as mulheres, já que a menopausa acelera a perda de massa muscular

A musculação, ou treinamento de força, vai muito além da estética. Segundo o preparador físico Álvaro Puche, formado em ciências do exercício e especialista envelhecimento, esse tipo de treino se torna ainda mais importante após os 50 anos, ajudando a prevenir a perda de força e massa muscular.

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição
Frequência de envio: Duas vezes na semana
Ver todasEm publicação no Instagram, o treinador espanhol resumiu claramente por que esse tipo de exercício é tão relevante.
“O treino de força é essencial, especialmente depois dos 50 anos. Dentro do músculo, temos dois tipos de fibras: as lentas, que são bem ativadas pela nossa atividade física diária, e as rápidas, que precisamos estimular.”
Segundo o mestre em fisiologia integrativa e autor do livro Treinamento de Força para Pessoas Acima de 50 Anos, trabalhar as fibras musculares de contração rápida significa estimular a liberação de miocinas. Essas proteínas se espalham pela corrente sanguínea e regulam as funções de órgãos vitais como coração, pâncreas, fígado e cérebro.
Ou seja, a musculação não só modela o corpo, como também ajuda a manter a pessoa jovem e saudável por dentro. “Não envelhecemos por causa dos anos, envelhecemos por causa dos danos”, diz o preparador físico.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloMusculação e mulheres
A perda de massa muscular começa por volta dos 30 anos, mas se acelera após os 50. Nas mulheres, esse processo tende a ser ainda mais intenso devido às alterações hormonais da menopausa, que causa a queda rápida do hormônio estrogênio.
Por isso, incluir o treinamento de força na rotina é fundamental para preservar a massa muscular, manter a autonomia e reduzir o risco de quedas e lesões.
“Com duas ou três sessões semanais, qualquer pessoa pode notar melhorias na força, no equilíbrio e na mobilidade, sempre adaptando os exercícios às suas capacidades individuais”, afirma Álvaro Puche.













