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Saúde

Novo teste para controlar diabetes substitui picada no dedo por saliva

Pesquisadores australianos criam teste de glicose que dispensa a dor. Método é avaliado para ser usado também em exame para detectar Covid

Luana Melody Brasil13/07/2021 10:16
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Towfiqu Photography, Getty Images
Foto colorida: pessoa posiciona dedo indicador em teste de diabetes - Metrópoles

O controle dos níveis de açúcar no sangue de diabéticos pode ser dificultado por testes invasivos e dolorosos, pois alguns casos da doença demandam diversas picadas diárias de agulha para coletar uma gota de sangue. Há diabéticos que evitam fazer esse controle exaustivo devido ao incômodo, prejudicando o tratamento da doença.

Uma invenção de cientistas australianos promete trazer mais conforto para os diabéticos, pois eles desenvolveram um teste que checa os níveis de glicose pela saliva, dispensando as agulhadas.

O novo teste foi descoberto por acaso, quando a equipe coordenada por Paul Dastoor, professor de Física da Universidade de Newcastle, na Austrália, trabalhava em células solares. “A descoberta realmente abre a perspectiva de um teste de glicose sem dor e de baixo custo e, com sorte, resultados muito melhores para quem sofre de diabetes“, disse o pesquisador em entrevista à Reuters publicada nesta terça-feira (13/7).

A criação australiana constitui-se da incorporação de uma enzima em um transistor sensível à glicose, numa tira de material eletrônico impresso. Como os materiais eletrônicos do transistor são tintas, o teste pode ser feito por meio de impressão a baixo custo, segundo Dastoor.

O cientista também aposta que essa tecnologia poderia ser transferida para testes de Covid-19 ou testes de alérgenos, hormônios e câncer. Com vistas a avançar nessa pesquisa, a universidade australiana já está trabalhando com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em um teste para o coronavírus usando a mesma tecnologia.

“Acredito que vai mudar radicalmente a maneira como pensamos sobre os dispositivos médicos e, em particular, os sensores, porque podemos imprimi-los a um custo incrivelmente baixo”, disse Dastoor.

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