Enel SP cai 9 posições e fica em 30º lugar em ranking de qualidade

Ranking da Aneel avalia a qualidade do serviço entre distribuidoras de energia em 2025, e a Enel SP aparece entre as quatro piores do país

atualizado

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Enel, distribuidora de energia - Metrópoles
1 de 1 Enel, distribuidora de energia - Metrópoles - Foto: Enel/Divulgação

A Enel São Paulo ficou na 30ª posição entre 33 distribuidoras de grande porte no ranking de qualidade do fornecimento de energia em 2025, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O resultado representa uma queda de 9 posições em relação a 2024 e coloca a concessionária entre as menos avaliadas do Brasil.

O levantamento considera o Desempenho Global de Continuidade (DGC), indicador que mede a qualidade do serviço a partir da duração e da frequência das interrupções de energia. Quanto menor o índice, melhor a avaliação da distribuidora.

No caso da Enel São Paulo, o DGC subiu de 0,8 em 2024 para 0,9 em 2025, o que indica piora no serviço prestado. Na prática, os consumidores ficaram mais tempo sem energia ou enfrentaram um número maior de interrupções ao longo do ano, cenário que manteve a concessionária entre as últimas colocadas do país.


Confira o ranking de qualidade da Aneel

  • 1º CPFL Santa Cruz — 0,54
  • 2º Neoenergia Cosern — 0,56
  • 3º Equatorial PA — 0,59
  • 4º CPFL Piratininga — 0,60
  • 5º Energisa PB — 0,63
  • 6º Energisa RO — 0,64
  • 7º CPFL Paulista — 0,65
  • 8º Energisa Sul Sudeste — 0,69
  • 8º Energisa TO — 0,69
  • 8º Neoenergia Coelba — 0,69
  • 11º EDP ES — 0,70
  • 11º Energisa Minas Rio — 0,70
  • 11º Energisa MT — 0,70
  • 11º Equatorial AL — 0,70
  • 11º Neoenergia Elektro — 0,70
  • 16º EDP SP — 0,71
  • 16º Equatorial PI — 0,71
  • 18º Amazonas Energia — 0,74
  • 18º Energisa SE — 0,74
  • 20º RGE — 0,75
  • 21º Neoenergia Pernambuco — 0,76
  • 22º Energisa MS — 0,80
  • 23º Enel CE — 0,82
  • 23º Enel RJ — 0,82
  • 25º Celesc — 0,83
  • 25º Neoenergia Brasília — 0,83
  • 27º Copel — 0,84
  • 27º Light — 0,84
  • 29º Equatorial MA — 0,86
  • 30º Enel SP — 0,90
  • 31º Cemig — 0,91
  • 32º Equatorial GO — 0,96
  • 33º Equatorial CEEE — 0,98

O levantamento da Aneel leva em consideração dois indicadores principais: o DEC, que mede o tempo total que o consumidor fica sem energia ao longo do ano, e o FEC, que contabiliza a quantidade de vezes que ocorrem interrupções. Esses dados são comparados com limites estabelecidos pela agência reguladora, formando o DGC final de cada empresa.

Em nota, a Enel afirmou que, apesar da posição no ranking, os indicadores absolutos de qualidade de suas distribuidoras estão melhores que a média nacional. A companhia destacou ainda que a Enel São Paulo figura entre as dez empresas com menor duração de interrupções (DEC) no país e reforçou o compromisso com a melhoria contínua do serviço, apoiado em investimentos. Segundo a empresa, o ranking considera limites regulatórios diferentes para cada concessão e, no caso de São Paulo, critérios mais rigorosos podem impactar a posição final sem refletir integralmente a qualidade do serviço prestado.

Concessão da Enel em risco

Mesmo ocupando a segunda posição em número de reclamações, a Enel, concessionária responsável pelo abastecimento de energia em São Paulo, entrou no radar regulatório e pode perder o contrato. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu processo para avaliar a recomendação de possível fim da concessão da empresa, em meio a um histórico de falhas recorrentes e apagões que afetam milhões de consumidores.

A decisão foi tomada de forma unânime pela diretoria da Aneel, que também suspendeu a análise de renovação da concessão e concedeu prazo de 30 dias para manifestação da empresa. Só após essa etapa, e eventual análise de recurso, o processo pode seguir para o Ministério de Minas e Energia, responsável pela decisão final sobre o contrato.

Segundo a própria agência, a Enel não atingiu padrões satisfatórios de desempenho e permaneceu abaixo da média de outras distribuidoras, especialmente em situações de eventos climáticos extremos. Entre os principais problemas apontados, estão o tempo elevado de atendimento emergencial, interrupções prolongadas de energia por mais de 24 horas e falhas no planejamento de contingência.

Se a recomendação for confirmada pelo governo federal, o contrato pode ser encerrado antes do prazo atual, que vai até 2028, abrindo possibilidade de intervenção, operação provisória ou nova licitação para escolha de uma empresa substituta.

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