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São Paulo

Prefeitura proíbe acesso à ponte após morte de jovem em rope jump

Incorporação da Ponte do Esqueleto ao patrimônio da União foi autorizada em 2026. Prefeitura diz que faz obras após pedido de apoio

17/06/2026 08:57, atualizado 17/06/2026 09:32
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Reprodução/Notícia de Limeira
Imagem colorida de Ponte do Esqueleto, com viatura abaixo - Metrópoles

A Prefeitura de Limeira começou, na manhã desta quarta-feira (17/6), os trabalhos para fechar acessos irregulares à Ponte do Esqueleto, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13/6). Ela saltou de rope jump sem que a corda de segurança estivesse devidamente fixada e ajustada. Três instrutores estão presos por homicídio com dolo eventual.

De acordo com a gestão municipal, os trabalhos desta quarta ocorrem após o governo federal solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até a adoção de medidas definitivas. “As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e as demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade da União”, diz a prefeitura.

A incorporação da ponte ao patrimônio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foi autorizada neste ano. “Mesmo assim, desde 2024, em diferentes momentos, a SPU pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte. Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses”, diz nota do governo federal.


Entenda o caso

  • Uma jovem de 21 anos morreu após cair de uma altura de cerca de 30 metros durante prática conhecida como rope jump.
  • Vídeos mostram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, jogando a jovem da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • Praticantes da modalidade percebem que a jovem estava sem cordas. A queda assusta os presentes.
  • Um amigo da jovem ficou em choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser hospitalizado.
  • Três instrutores que aparecem nos vídeos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morte, mesmo que sem intenção de matar.
  • A Justiça decidiu que os três devem permanecer presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva. Nos primeiros 10 dias, eles ficarão isolados dos demais detentos.

Os três instrutores envolvidos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de morte mesmo sem a intenção de matar. Inicialmente, eles foram presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, segundo informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Os homens presos são: Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Segundo a defesa deles, Luis Felipe e Maicon Fernandes são os homens filmados lançando a jovem morta. Vitor de Freitas é quem segura os pés da vítima.

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