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São Paulo

Rope jump: instrutores negam sumiço intencional de GoPro de jovem. Veja vídeo

GoPro gravou salto de jovem e deve ajudar a reconstituir queda livre que resultou em morte em Limeira no fim de semana

16/06/2026 12:49
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Reprodução.
Montagem colorida do momento em que Vitor de Freitas Gonçalves (à esquerda) e Maicon Fernandes Cintra (à direita) prestam depoimento à Polícia Civil.

Dois dos três instrutores presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, nesse sábado (13/6), após queda livre de uma altura aproximada de 30 metros, em Limeira, interior de São Paulo, negaram saber sobre a localização da câmera do tipo GoPro que foi vista com a vítima momentos antes da tragédia. A Polícia Civil considera que o dispositivo pode ajudar a entender a dinâmica da queda,  o último diálogo entre vítima e instrutores e se houve algum tipo de orientação.

Trechos em vídeo do depoimento dos instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 (na foto de destaque), foram obtidos pelo Metrópoles. A delegada Andrea Dantas Levy, responsável pelo registro da prisão em flagrante, confronta os homens sobre a GoPro, equipamento considerado peça fundamental para ajudar a reconstituir o acidente. Veja abaixo:


Os presos foram ouvidos, no sábado (13/6), no 2° Distrito Policial (DP) de Limeira. Da cadeia pública, os três instrutores foram conduzidos ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, onde deverão permanecer 10 dias isolados até serem alocados em uma cela com outros presos da unidade.

A defesa dos presos enviou à Justiça um pedido para revogação da prisão preventiva e para a liberdade provisória. O pedido ainda não foi julgado.

Duas câmeras

À delegada, Maicon Fernandes Cintra afirmou que a empresa tinha, no dia da tragédia, duas câmeras disponíveis para locação aos praticantes. As duas sumiram após a tragédia, segundo ele. Os praticantes de rope jump pagavam cerca de R$ 110 para documentar a aventura em vídeo.

Em um trecho do depoimento, a delegada Andrea Dantas confronta Maicon, que demonstra surpresa ao saber que o equipamento não foi encontrado. “Aquela câmera desceu. Não sei [se a câmera estava com a vítima]”, responde o instrutor, que logo é interpelado pela policial: “Tinha, tinha, ela tinha câmera no salto”.

Em seguida, Maicon conta que a GoPro é colocada em uma bolsa para que possa fazer o registro de cada participante. “A gente põe em uma bolsa, puxamos para cima e é de uso recorrente. Temos duas câmeras. Não sei dizer onde estão”, afirmou um dos instrutores.

O único a não ser questionado especificamente sobre a GoPro desaparecida foi Luis Felipe Feliciano Egoroff.

Também questionado sobre a câmera digital, Vitor de Freitas Gonçalves não falou muito. A delegada pergunta sobre o paradeiro da GoPro e ouve: “Pois é, não sabemos”.

Em seguida, o instrutor mais novo dos três presos diz que nenhum deles se recorda de ter visto a câmera e alega que as duas pertenciam à empresa fantasia “Entre Cordas”, que é ligada aos três instrutores presos e a outras três pessoas — detidas e posteriormente liberadas por não estarem diretamente envolvidos na queda livre da jovem Maria Eduarda.

“Nós [grupo] não sabemos. Eu quando desci, não quis chegar próximo à moça. Fiquei de longe e, depois, subimos de volta. A câmera é da Entre Cordas, da galera ali”, afirmou.

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